Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

Paulo Nobre defende torcida única em clássicos na capital

Com arena perto de estreia, presidente do Palmeiras diz que jogar contra os rivais sem visitantes seria mais seguro e lucrativo

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

10 Novembro 2014 | 18h57

Com o Allianz Parque prestes a ser inaugurado, o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, quer implantar a ideia de torcida única nos clássicos contra Corinthians, São Paulo e Santos. O dirigente diz que a decisão é por uma questão econômica e de segurança.

"Defendo jogo de uma torcida apenas. Quando dão 5% para a torcida visitante em clássicos, vão os torcedores que são mais assíduos, mas que, eventualmente, acabam entrando em confusão. É um risco ao próprio torcedor e um gasto muito grande, inclusive, com a segurança", disse Paulo Nobre, em entrevista à TV Gazeta.

Ele explica que deixar apenas uma torcida no estádio é positivo no ponto de vista financeiro. "Economicamente, é muito mais interessante. Quando você cede dois mil ingressos, perde muito mais que dois mil. Com torcida única, atendemos mais torcedores, ganhamos mais dinheiro e, de maneira indireta, evitamos que pessoas se machuquem ou acabem até morrendo", completou.

Enquanto o elenco se prepara para enfrentar o São Paulo, domingo, no Morumbi, a diretoria palmeirense, junto com a construtora WTorre, acerta os últimos detalhes para a inauguração da nova arena, que acontece no dia 19, contra o Sport. Nobre contou que o Allianz Parque deve ter capacidade de 39 mil torcedores para o jogo de estreia. "A WTorre me mostrou na sexta-feira um alvará para 43 mil lugares, mas a Polícia Militar dosa alguns lugares por questão de segurança. Acredito que serão colocados à venda em torno de 39 mil ingressos", contou o presidente do clube.

Como acontece atualmente em jogos no Pacaembu, os membros do Avanti, programa de sócio-torcedor do clube, terão vantagem na compra para a estreia do Allianz Parque. "Obedeceremos a um ranking de preferência dividindo os sócios-torcedores em grupos de uma a cinco estrelas. Quem tiver frequência nos jogos de 81% a 100%, dos planos mais caros e que forem Avanti e sócios do clube, serão cinco estrelas. Quem tiver frequência de 61% a 80% ou for do plano de R$ 140, serão quatro estrelas. De 41% a 60% de frequência, três estrelas. E assim segue, sem perder a coerência", avisou.

Ele reafirmou que as organizadas não terão privilégios e sequer um lugar destinado para elas no novo estádio. "Tem um setor mais popular onde imaginamos que elas vão ficar, atrás de um dos gols. O Allianz Parque não tem nenhum lugar sem assento por decisão da construtora. Só estamos estudando tirar as divisórias fixas. Os dois jogos que teremos lá neste ano serão testes nos quais podemos corrigir qualquer tipo de problema", disse Nobre, lembrando que, depois do Sport, o Palmeiras ainda enfrentará no local o Atlético-PR, dia 7 de dezembro, pela última rodada do Brasileirão.

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