Paysandu quer ficar entre os oito

Com uma folha salarial de R$ 200 mil e um plantel de 29 jogadores, o Paysandu, pelo menos durante a fase classificatória do Campeonato Brasileiro, não pretende contratar reforços. "Vamos manter o mesmo plantel que formamos desde 2000. É nisso que está a chave do nosso sucesso", definiu o presidente do campeão da Copa dos Campeões, Arthur Tourinho. Ele disse que não pagar alto salário, mas pagar em dia, tem sido a fórmula do Papão da Curuzu para manter o elenco motivado. A média salarial do bicolor paraense oscila entre R$ 8 mil e R$ 10 mil ". Para o treinador Givanildo Oliveira, o time deve manter a humildade e ter em mente que seu principal objetivo, durante a primeira fase, é ficar entre os oito classificados. "Não adianta entrar já pensando em sermos campeões, se para lutarmos pelo título teremos de estar entre os oito primeiros colocados", resumiu Oliveira. Numa reunião na quarta-feira com os jogadores, ele foi taxativo: "quero vocês mentalizados para brigar pela classificação. Só depois disso é que pensaremos no que surgir pela frente". Sobre a valorização de seus jogadores, que já começam a despertar o interesse de vários clubes do sul do país após a Copa dos Campeões, o treinador considera isso muito natural. Mas adverte que o sucesso não deve subir à cabeça dos atletas. "A competição é longa, desgastante e cheia de imprevistos. Todos devem se cuidar fisicamente e buscar sempre o aperfeiçoamento". Para os primeiros jogos do Campeonato Brasileiro, o time terá a volta dos atacantes Zé Augusto e Valdomiro, ídolos da torcida. Eles sofreram contusão na coxa e ficaram afastados da Copa dos Campeões. O meia Lecheva, que sofreu ruptura do tendão de aquiles, deve voltar ao elenco somente em novembro. O atacante paraense Balão, ex-Remo, foi o único reforço para a competição. Time base: Marcão; Marcos, Gino Sérgio e Luiz Fernando; Sandro, Rogerinho, Jobson e Welber; Jajá e Vandick. Técnico: Givanildo Oliveira.

Agencia Estado,

09 Agosto 2002 | 13h14

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