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'Pé-frio', Jorginho lamenta desfecho do Paulistão de 1986

Maior ídolo do clube na década de 1980 acabou marcado pela falta de títulos, mas escreveu seu nome na história ao marcar 95 gols

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Daniel Batista, Diego Salgado, Glauco de Pierri e Gustavo Zucchi,
O Estado de S. Paulo

26 Agosto 2014 | 06h00

O Campeonato Paulista de 1986 tornou-se a maior esperança para o Palmeiras pôr fim à seca de títulos que se arrastava por 10 anos. O desfecho do estadual daquele ano, entretanto, não foi o esperado pelos torcedores. Tampouco pelo maior ídolo do clube na década de 1980. A derrota para a Inter de Limeira na decisão do torneio abreviou a passagem do meia Jorginho pelo time alviverde.

O ponta-direita disputou 373 partidas com a camisa do Palmeiras entre 1979 e 1986. No total, marcou 95 gols e ganhou fama de pé-frio por não ter conquistado título algum. "Sinto muito, seria uma marca minha no clube. Me dediquei muito, mas infelizmente não há uma foto minha na parede. A foto de um título pelo Palmeiras", disse.

A campanha palmeirense até a semifinal foi convincente. O time treinado pelo técnico Carbone conseguiu uma das vagas após ter somado mais pontos na soma dos jogos dos dois turnos. Na semifinal, o Palmeiras enfrentou o arquirrival Corinthians e, depois de perder por 1 a 0 no jogo de ida, conseguiu voltar à decisão do estadual ao fazer 3 a 0 (1 a 0 no tempo normal, com direito a um gol olímpico de Éder na prorrogação).

"Vencemos o Corinthians e chegamos bem à final. Ainda não acredito como perdemos aquele título. Não tinha como. Éramos melhores", afirmou Jorginho.

As finais foram disputadas no Morumbi. Na primeira decisão, 0 a 0. Na finalíssima, a Inter abriu 2 a 0 logo no começo do segundo tempo, com gols de Kita e Tato. O quarto-zagueiro Amarildo ainda diminuiu o placar, mas o time não conseguiu empatar o jogo.

A derrota em pleno Morumbi forçou Jorginho a tomar uma decisão: deixar o time depois de oito anos no clube. "Eu achei melhor sair para o Palmeiras conquistar um título. Me senti culpado, pé-frio", admitiu o ex-meia.

No ano seguinte, Jorginho defendeu o Corinthians e, depois, Fluminense, Grêmio, Santos e XV de Piracicaba, além do Nagoya, do Japão. O Palmeiras, por sua vez, só conseguiria voltar à rota de título dali a sete anos, no Paulistão de 1993.

Mesmo marcado pela época difícil, Jorginho é apontado por muitos torcedores como um dos mais importantes da história centenária. "Não tenho títulos, mas sou lembrado. É gratificante para mim", disse. 

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