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Copa 2014

Pênaltis desperdiçados em Copas do Mundo são comuns desde 1982

Primeira decisão ocorreu na semi do Mundial da Espanha; craques como Baggio, Zico, Platini e Maradona já erraram cobranças 

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Diego Salgado ,
O Estado de S. Paulo

09 Junho 2014 | 07h00

A bola na marca do pênalti em jogos de Copa do Mundo tornou-se mais frequente a partir de 1982, quando Alemanha e França decidiram uma vaga na final do  Mundial da Espanha após 12 cobranças ao término da prorrogação - o critério foi instituído quatro anos antes, mas nenhuma partida ficou empatada após 120  minutos de jogo. Na semifinal de 1982, os alemães, que desperdiçaram um pênalti, eliminaram os franceses, que viram o goleiro Schumacher defender dois chute.

Em 22 decisões por pênaltis em Copas, 204 cobranças foram feitas, com 144 gols marcados. Outras 41 cobranças pararam nas mãos dos goleiros e 19 bateram na  trave ou foram para fora. No tempo normal, 154 gol foram marcado após uma cobrança de pênalti.

Zico, em 1986, desperdiçou a chance de recolocar o Brasil na frente da França ao bater fraco - a cobrança parou nas mãos de Bats. Platini, Maradona e Baggio  também erraram. Com os craques argentino e francês, as consequências foram menores, pois, ao fim do disputa, suas seleções conseguiram vencer (em 1990 e  1969, respectivamente). Já Baggio ficou marcado pelo pênalti cobrado para fora, responsável direto pelo vice-campeonato da Itália em 1994.

Confira dez pênaltis desperdiçados em Copas.

Maradona - Copa 1990

Na decisão contra a Iugoslávia, nas quartas de final, o craque argentino desperdiçou a terceira cobrança ao bater fraco, nas mãos de Ivkovic. O companheiro  Troglio também errou, mas Goycochea salvou a Argentina defendendo dois chutes. Stojkovic, por sua vez, jogou para fora.

 

Joaquin - Copa 2002

Na luta por uma vaga na semifinal da Copa do Japão e da Coreia do Sul, Joaquin, da Espanha, foi o vilão ao errar a quarta cobrança do time europeu - o sul-coreano Won-Jae defendeu. Na sequência, Myung-Bo marcou e garantiu a vaga para os donos da casa.

Zico - Copa 1986

O craque brasileiro entrou em campo aos 28 minutos do segundo tempo, quando Brasil e França . No primeiro lance, lançou o lateral Branco na área, que acabou  derrubado pelo goleiro Bats. Zico bateu no canto direito e o goleiro Francês conseguiu fazer a defesa.

Di Biagio - Copa 1998

Em 1998, o italiano Di Biagio errou a última cobrança da decisão por pênaltis contra a França. Assim como Trezeguet, o jogador mandou no travessão e os  franceses, em casa, acabaram vencendo por 4 a 3.

Gyan - Copa 2010

Um pênalti marcado no último minuto, quando o placar da partida Gana e Uruguai apontava 1 a 1 - a atacante uruguaio Suárez salvou com a mão o gol da vitória da seleção africana. Se Gyan convertesse o pênalti, levaria uma equipe africana pela primeira vez à semifinal de uma Copa. O atacante, porém, chutou no travessão e o jogo foi encerrado logo em seguida. Na decisão por pênaltis, Mensah e Adiyiah erraram e Loco Abreu garantiu a vaga após uma cavadinha.

Baggio - Copa 1994

Até a cobrança de Baggio - a última dos italianos - Baresi, Márcio Santos e Massaro haviam desperdiçado suas cobranças. O chute por cima do gol deu ao Brasil o tetracampeonato mundial na Copa de 1994 (Bebeto, que bateria o último da seleção brasileira, nem precisou chutar o pênalti derradeiro).

Hasek - Copa 1990

O lateral-esquerdo Hasek da Checoslováquia tentou inventar, deu uma cavadinha e jogou nas mãos do goleiro norte-americano Tony Meola. Sorte do time europeu que já estava ganhando a partida por 4 a 1. (lance a partir do 10'30")

Trezeguet - Copa 2006

O atacante da França foi o segundo cobrador da disputa que valia o título mundial de 2006. O chute forte, porém, bateu no travessão e não entrou. A Itália não errou nenhuma vez e sagrou-se tetracampeã.

Ronald de Boer - Copa 1998

Na semifinal da Copa da França, o Brasil converteu as quatro cobranças contra a Holanda. Taffarel garantiu a vitória ao defender duas cobranças. A última - decisiva - foi em um chute do meia Ronald de Boer. 

Platini - Copa 1986

Em 1982, Platini acertou a cobrança na decisão contra a Alemanha, mas a França acabou eliminada. Quatro anos depois, ele errou ao isolar a bola para fora. Os  franceses, contudo, saíram vencedores diante do Brasil.

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