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Copa 2014

PM deve aumentar seu efetivo no Maracanã

Jamil Chade, Marcio Dolzan - O Estado de S. Paulo

20 Junho 2014 | 05h 00

Para evitar a repetição de incidentes como os do jogo entre Chile e Espanha, segurança será reforçada. Fifa teme militarização

O governo brasileiro deve anunciar hoje o reforço da segurança no Maracanã e ampliar o período em que os estádios estarão sob proteção. Reuniões de emergência foram convocadas no Rio de Janeiro, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, viaja hoje até a capital carioca para tentar bater o martelo sobre o novo esquema, visando o entorno do estádio.

Depois de gastar mais de R$ 1 bilhão com a segurança e mais de 100 mil homens, o governo pode ser obrigado a elevar o efetivo diante de invasões de estádios. O que não está definido é se o reforço ocorrerá com a PM do Rio ou o Exército.

A relação entre Fifa e governo voltou a estremecer e Cardozo vai deixar claro para a entidade que não aceita ser responsabilizado pelos problemas. Ontem, a Fifa chamou a invasão de dezenas de torcedores chilenos no Maracanã de "vergonhosa", culpando o governo brasileiro pela falta de segurança fora do estádio. O governo insiste que a responsabilidade é dos vigias contratados pela Fifa - que deveriam garantir a segurança dentro do estádio.

Fabio Motta/Estadão
PM poderá fazer a segurança dentro do Maracanã nos próximos jogos

Existem, segundo a entidade, três falhas no Rio. O perímetro no entorno do estádio não está sendo suficiente e centenas de pessoas sem ingresso estavam onde não deveriam chegar. A saída do metrô no Maracanã é outro ponto frágil, além da falta de capacidade do policiamento em identificar grupos de risco, muitos dos quais passam as barreiras com ingressos antigos e até do carnaval.

Agora, tanto Fifa quanto governo admitem que haverá um "realinhamento" da estratégia de segurança, principalmente diante do fato de que o Maracanã é o estádio da final e que, para o jogo, estão sendo aguardados diversos chefes de Estado, entre eles Dilma Rousseff e Vladimir Putin.

Andrey Passos Rodrigues, secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, admitiu que a utilização do Exército está sobre a mesa e, ontem, comandantes das Forças Armadas estiveram no Maracanã. Mas a Fifa resiste, temendo a imagem de uma Copa militarizada. A opção seria uma utilização mais contundente da PM do Rio.

Caso ocorram problemas no entorno dos estádios, o primeiro apoio seria por parte dos órgãos de segurança pública dos estados. "O Exército não vai revistar bolsa de ninguém, verificar autenticidade de ingresso ou ficar fazendo patrulha dentro de estádio", afirmou um oficial-general consultado pelo Estado, ao explicar que esse não é o papel das Forças Armadas.

Em relação à possibilidade de o Exército dar uma cobertura maior na final da Copa, no Maracanã, o militar disse: "Descartado não está, mas seria em última instância. Só se a situação deteriorar muito. Mas não é isso que está sendo desenhado, ao contrário. Está tudo caminhando na normalidade".

Outra medida seria ampliar de quatro para seis horas o período de operações em um estádio, antes de a bola rolar.

Até agora, 288 atos de violência foram detectados nesta primeira semana de Mundial. No total, 77 pessoas foram impedidas de entrar no País e 21 cambistas foram presos.

Informe feito pela Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados uma semana antes da Copa - e enviado ao Rio de Janeiro - também detectou sérias falhas na preparação. O deputado Protógenes Queiroz fez a vistoria e constatou que os policiais apenas começam a aprender a usar os equipamentos adquiridos no sofisticado Centro de Controle no Rio./COLABOROU TÂNIA MONTEIRO 

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