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PM dobra efetivo para 'Jogo da Paz' entre Corinthians e Palmeiras

Fábio Hecico e Raphael Ramos - O Estado de S.Paulo

15 Fevereiro 2014 | 11h 11

Batalhão de Choque terá auxílio da Cavalaria e de batalhões locais para cuidar da segurança de quem for ao Pacaembu

SÃO PAULO - Enquanto dirigentes de Corinthians e Palmeiras tratam o clássico como "Jogo da Paz", a Polícia Militar se prepara para uma partida de alto risco neste domingo. O medo de confusão é tão grande que o 2.º Batalhão de Choque resolveu dobrar seu efetivo de policiais e vai inovar, trabalhando com 200 homens dentro do Pacaembu. Outros 100 ficarão no entorno do estádio. Com auxílio da Cavalaria e dos batalhões locais, o clássico deve ser observado por mais de 800 policiais, fora a segurança privada.

Normalmente, o Batalhão de Choque utiliza de 140 homens, em sua maioria auxiliando na chegada e saída dos estádios paulistas. Desta vez, ninguém terá folga. "Sabemos que será um jogo complicado, tenso. Para a polícia é de alto risco e não vamos permitir tumultos", garante José Balestiero Filho, comandante do 2.º Batalhão de Choque e responsável pelo policiamento em dias de jogos.

Em reunião na sede de seu batalhão, realizada sexta-feira com a presença de líderes de todas as torcidas organizadas de Corinthians e Palmeiras, Balestiero acompanhou calado a todas as recomendações sobre como serão os trabalhos de locomoção, escolta e segurança do clássico.

No fim, foi claro e objetivo: "Quero que todos façam seu papel, se comportem para um jogo tranquilo. Peço cabeça fria, calma. Pensem apenas em torcer e quem tiver de ganhar vai ganhar. Mas vamos evitar problemas, pois se tivermos de agir, agiremos". Os líderes das organizadas prometeram colaborar com a polícia.

Uma das recomendações da PM é que os torcedores evitem ir ao estádio em horários semelhantes. Como os palmeirenses virão escoltados desde o Palestra Itália, a pé, e devem chegar ao Pacaembu 15h30, meia hora antes do apito inicial, os responsáveis pela segurança pedem que os corintianos cheguem até as 15 horas.

Serão dois mil palmeirenses com ingressos. A PM conta com 30 mil corintianos e espera que eles atendam a convocação e se assentem até uma hora antes de a partida começar. Depois deste horário nenhum torcedor vai entrar no estádio com instrumentos musicais, bandeiras ou outros tipos de adereços que requerem vistoria. As bilheterias ficarão abertas apenas até o meio-dia, assim como o Museu do Futebol.

A identificação do torcedor organizado, uma outra medida de segurança que seria instalada no clássico, foi adiada para outros jogos dos clubes. O primeiro teste que seria no Pacaembu será realizado neste sábado no jogo entre São Paulo e Portuguesa. Mas as uniformizadas de corintianos e palmeirenses já estão cientes de que seus integrantes, em breve, só serão liberados para entrar no campo apresentando a carteirinha da paz e caso não estejam na mira da justiça ou bloqueado por envolvimento em brigas nos jogos.