Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Polícia e torcedores do Corinthians entram em confronto após o jogo

'Eles se armaram de paus, pedras e vieram para cima da PM. Parece uma ação orquestrada', afirma o capitão Zaccaro

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

19 Março 2016 | 18h46

Mais um jogo do Corinthians no estádio em Itaquera terminou em confusão com a Polícia Militar. Na saída dos torcedores, os PMs soltaram muitas bombas, provocando correria e assustando muita gente que tentava chegar à estação Itaquera do metrô.

Foram alguns minutos de pânicos e ao que tudo indica o início do problema se deu por causa das faixas que algumas uniformizadas têm levado ao estádio criticando a Rede Globo, a Federação Paulista de Futebol e o próprio clube. Um congestionamento de carros foi formado porque as saídas de veículos foram bloqueadas.

Segundo o capitão Zaccaro, a intervenção policial ocorreu porque um grupo de torcedores teria simulado uma ação no portão enquanto outro grupo esperava para atacar. "Em nenhum momento houve problema com a torcida por causa das faixas. Eles fecharam os policiais no portão e passaram a agredir. Eram garrafas, latas de cerveja, e começaram a atirar nos policiais", disse, em entrevista à CBN.

Na correria, teve torcedor ficando acuado, pois a polícia bloqueou o retorno para as arquibancadas, e grades de proteção, próximas do estacionamento, foram derrubadas. As bombas da tropa de choque também causaram medo nos torcedores. A confusão ocorreu mais uma vez no mesmo setor que ficam as organizadas.

O oficial conta que muitos veículos estavam no meio da confusão. "Começaram a arremessar mais pedras, grades, houve necessidade de reprimir a injusta agressão ao policiamento. Eles se armaram de paus, pedras e vieram para cima da PM. Parece uma ação orquestrada, não sei em virtude de que. Ninguém foi detido, porque eles mantiveram uma distância. Foi uma ação orquestrada", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

0 Comentários

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.