Ponte encara Lusa como decisão

Apesar dos últimos insucessos, a Ponte Preta faz planos de lutar até o fim por uma vaga nas semifinais do Torneio Rio-São Paulo. Dentro deste raciocínio o jogo contra a Portuguesa de Desportos, nesta quarta-feira, às 20h30, no Canindé, passou a ser de "vida ou morte". Só que o clima no início da semana ficou bastante pesado com a derrota para o Corinthians, por 3 a 1. Os jogadores foram pressionados pela diretoria e depois pela comissão técnica, que exigiram uma postura mais corajosa em campo. "Ninguém vence se não tiver personalidade, se não correr e tiver garra", sentencia o técnico Oswaldo Alvarez, Vadão. A comissão técnica acha que a seqüência de jogos é favorável, mesmo porque seu próximo jogo será em casa diante do Flamengo, sábado. Só faltam cinco jogos para o término da fase de classificação e a Ponte só tem 14 pontos, ocupando a 10ª posição. Com relação ao time, duas mudanças foram praticamente definidas por falta de alternativas. Na defesa, Luís Carlos substituirá Rodrigo, expulso diante do Corinthians. No ataque, Humberto será o companheiro de Washington, uma vez que Jean foi vetado por ter sofrido lesões nos ligamentos do joelho esquerdo após uma entrada desleal do zagueiro Scheidt. Ele deve ficar cerca de 15 dias em recuperação. O meia Caíco será uma alternativa para o segundo tempo, o mesmo valendo para o atacante Lucas. O zagueiro Ronaldão, recuperado de contusão, está ainda fora de sua forma ideal. E o atacante Orlando deixará de ser opção porque teve que viajar para São Luís do Maranhão, onde participaria de uma audiência no judiciário. Para vencer a Portuguesa, a Ponte também se preocupou com alguns detalhes. A concentração foi antecipada para segunda-feira e a delegação deixou a cidade nesta tarde de terça-feira, após o almoço, seguindo para o Hotel Íbis, que fica próximo ao Canindé. Existia uma preocupação com as constantes chuvas e congestionamentos na Marginal Tietê. "Assim posso fazer a palestra com mais calma", justificou Vadão. "Se precisar, nós vamos para o estádio a pé", brincou.

Agencia Estado,

19 Março 2002 | 17h10

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