Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Ponte Preta quer pontuar contra o Atlético-MG para fugir das últimas posições

Time campineiro vem de derrota para o Botafogo por 2 a 0 na segunda rodada do Brasileiro

Estadao Conteudo

28 Maio 2017 | 06h50

A maior preocupação da diretoria e da comissão técnica da Ponte Preta nestas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro é ficar fora das últimas quatro posições na tabela de classificação. Com este objetivo de se afastar da zona de rebaixamento é que o time paulista espera somar, pelo menos, um ponto contra o Atlético Mineiro, no estádio Independência, em Belo Horizonte, neste domingo, às 11 horas, pela terceira rodada.

"Trabalhamos em cima de metas. Em três jogos, é claro, o ideal seria ter nove pontos, mas com seis pontos estaríamos brigando entre os primeiros. O mínimo aceitável são quatro pontos", explicou o técnico Gilson Kleina. Em dois jogos, a Ponte Preta tem três pontos conquistados na goleada sobre o Sport, por 4 a 0, na rodada inaugural. Depois perdeu, por 2 a 0, para o Botafogo, no Rio.

Gilson Kleina define este confronto na capital mineira como um "jogo pesado" pelas duas derrotas sofridas pelo adversário durante a semana. Levou em casa 2 a 1 do Fluminense, pelo Brasileirão, e depois perdeu por 3 a 2 para o Paraná, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. "O time deles está mordido, vai vir para cima e nós teremos que suportar bem a pressão. É preciso manter a concentração máxima porque cada jogo é uma decisão numa competição de pontos corridos", completou.

Para segurar o ímpeto adversário, as armas estão nas entradas dos volantes Wendel e Naldo, que são fortes fisicamente e darão mais proteção à defesa. O primeiro entra na vaga de Fernando Bob, até então capitão do time e que está se transferindo para o São Paulo. O outro ocupará a vaga de Jadson, desgastado fisicamente. "O Wendel é um jogador experiente, que dá equilíbrio ao sistema de marcação", disse Gilson Kleina, que exige uma melhora nos pontos fracos vistos na derrota passada: o poder de finalização.

Por isso, o meio de campo ainda vai ter ainda o volante Elton e o meia Ravanelli, com o ataque sendo formado apenas por dois jogadores: Lucca e Lins. Para o técnico não há dúvida que neste momento de reconstrução do ataque o time sinta dificuldades. A Ponte Preta perdeu força com as saídas do artilheiro William Pottker, para o Internacional, e do meia-atacante Clayson para o Corinthians.

No banco de reservas, ele vai contar com dois reforços modestos para o ataque: Claudinho, ex-Santo André, e Léo Artur, ex-Audax. Mas são jovens e inexperientes, longe da expectativa criada pelas vindas de Emerson Sheik e de Negueba, que ficarão mais uma semana só treinando. O mesmo vale para o meia Renato Cajá, que em breve vai ganhar uma sequência de jogos. Todos serão relacionados para o jogo contra o São Paulo, no próximo dia 4, em Campinas (SP), pela quarta rodada. Por isso, a necessidade de pontuar no Independência.

A semana foi bem aproveitada com treinamentos na cidade de Itu (SP), distante 60 quilômetros de Campinas. De segunda a sexta-feira, os jogadores ficaram isolados, treinando duro, se alimentando bem e repousando. Foram treinadas várias situações de jogo e feitas muitas observações individuais. Além do monitoramento e da aproximação do grupo.

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