Arquivo/AE
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Prefeitura de São Paulo aluga Pacaembu para a Universal e Santos tem de mudar local do jogo

Paulo Machado de Carvalho será palco de pelada entre bispos da Universal contra personalidades da mídia

Diego Zanchetta e Márcio Pinho, estadão.com.br

23 Setembro 2011 | 12h56

SÃO PAULO -  O site da CBF indica que a partida entre Santos e Figueirense, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, mudou do Pacaembu para a Vila Belmiro porque “a Prefeitura de São Paulo utilizará o estádio para evento comemorativo”. As explicações acabam aí. Mas não é isso o que indica uma autorização da Secretaria Municipal de Esportes publicada nesta sexta-feira na página 19 do Diário Oficial da Cidade.

Neste sábado, entre 11 horas e 17 horas, o estádio municipal Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu) será palco de evento da Igreja Universal do Reino de Deus. No gramado, uma pelada entre os bispos e pastores da Igreja Universal do Reino de Deus e personalidades da mídia, entre eles artistas contratados da Rede Record, como Marcos Mion e Rodrigo Faro. Vai ser uma festança. O aluguel do Pacaembu vai custar R$ 50 mil aos organizadores  – nas partidas oficiais do Campeonato Brasileiro é cobrada taxa de 5% sobre a renda da bilheteria. Este percentual já foi de 12% e 15%.

O evento, segundo o site da Universal, faz parte de uma caravana nacional da campanha “Driblando o Crack”, promovida pela “Força Jovem” da igreja. É esperado um público de 50 mil pessoas (a capacidade do Pacaembu é de 37 mil pessoas) e também a presença do próprio prefeito Gilberto Kassab. O vereador Souza Santos (sem partido), que já anunciou filiação ao PSD fundado por Kassab, é um dos principais articuladores da caravana na capital paulista.

A Secretaria Municipal de Esportes informou que "quando o Santos apresentou interesse em realizar a partida no Pacaembu no dia 24 de setembro, o local já havia sido alugado para outro evento."

RENDAS

Mandar jogos no Pacaembu tem sido estratégia constante do presidente do Santos, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, desde 2010. Neste ano, por exemplo, o Santos mandou todos os jogos decisivos da Libertadores no estádio paulistano, como contra o Once Caldas, da Colômbia, nas quartas-de-final; Cerro Porteño, do Paraguai, na semi-final; e Peñarol, do Uruguai, na final.

Ao mandar os jogos em São Paulo, o Santos procura atender a torcida residente na Grande São Paulo e ainda faturar com a renda. Nessas três partidas da Libertadores, o público foi superior a 30 mil pagantes. Na final, por exemplo, o time arrecadou R$ 4,26 milhões.

Na Vila Belmiro, as partidas do Santos não são sempre sinônimo de casas cheias. A renda é limitada primeiramente pela capacidade do Estádio Urbano Caldeira, já que apenas 15 mil ingressos em média são colocados à venda. A Vila recebe em média 8 mil pessoas. No último dia 24, em jogo realizado na Vila contra o Fluminense, o Santos lucrou R$ 156 mil com 6.255 pagantes. No Campeonato Brasileiro, os dois jogos realizados pelo Santos no Pacaembu, porém, também tiveram público baixo. Com os astros Neymar e Ganso servindo a seleção brasileira e com um time que demorava para engrenar na competição, o Santos levou apenas 5.912 pagantes no início de julho.

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