Premiados, Adriano e Dida enaltecem espírito de equipe

Premiados neste sábado pela Federação Internacional de História e Estatística de Futebol (IFFHS), o atacante Adriano e o goleiro Dida mostraram afinação com as idéias do técnico Carlos Alberto Parreira e enalteceram a importância do espírito coletivo em detrimento das individualidades. Adriano foi escolhido pela entidade como o melhor atacante do mundo, e Dida, o segundo melhor goleiro. Além deles, Parreira foi escolhido como o melhor técnico do mundo, à frente do holandês Marco Van Basten e do argentino José Pekerman. Os prêmios foram entregues logo depois do treino da manhã, em Weggis, na Suíça. Depois de uma temporada sofrível na Inter, Adriano admitiu se sentir melhor na seleção do que em seu clube, mas não quis criticar os companheiros. "Botar culpa no grupo não é justo, porque quando o jogador passa um momento ruim a culpa é dele mesmo. Mas quando você tem um grupo que te ajuda, consegue ultrapassar as barreiras, e aqui é maravilhoso, todo mundo se ajuda", disse o atacante. Adriano foi premiado pelos 18 gols marcados na temporada pela seleção, em amistosos e em jogos de competição, e pela Inter, na Liga dos Campeões. Em segundo ficou Wilmer Velásquez, do Olimpia, de Honduras, com 15 gols, seguido de Ronaldinho Gaúcho, com 14. Disse que espera começar a Copa em boa forma física. "Quero chegar muito bem para fazer o que eu sei: marcar gols e levar a seleção à final." Dida disse que o segundo lugar, atrás do checo Peter Cech, do Chelsea, premia sua disposição por ter saído brigado do Cruzeiro, em 1999, e tido paciência e dedicação para fazer seu nome no futebol europeu, depois de passagens pelo Corinthians. Mas não deixou de enaltecer também o espírito coletivo. "Se hoje eu sou premiado é porque tive a ajuda de meus companheiros. Não consigo ganhar um prêmio sozinho", declarou. Primeiro negro a ser titular do Brasil numa Copa do Mundo desde Barbosa, crucificado pela derrota para o Uruguai na final de 1950, Dida disse que se sente feliz por quebrar esse tabu e saiu em defesa do antecessor, que morreu em abril de 2000. "É triste lembrar dele apenas naquele momento. Ele deve ter feito muita coisa boa para ser o titular da seleção numa Copa no Brasil, mas disso eu não vejo divulgação." Na última quinta-feira, em sua primeira entrevista coletiva depois dos treinamentos, Parreira havia afirmado que a seleção estava recheada de craques, mas precisava de conjunto para se dar bem na Copa. "Só talento individual não basta para vencer a Copa do Mundo", disse. Treino curto Por causa da chuva que caiu em Weggis na manhã deste sábado, os jogadores fizeram exercícios físicos na sala de musculação que fica ao lado do campo do Estádio Thermoplan. Apenas os três goleiros trabalharam no gramado. Os jogadores só entraram no campo por volta das 11 horas (6 horas, em Brasília) para uma corrida leve. Depois, Ronaldinho Gaúcho, Ricardinho e Juninho Pernambucano treinaram cobranças de falta. O treino teve segurança reforçada, depois das invasões de campo na tarde de sexta-feira. Na tarde deste sábado, a partir das 16h45 em Weggis (11h45 em Brasília), o técnico Carlos Alberto Parreira comanda um treino tático e, na seqüência, um minicoletivo em campo reduzido. No domingo, a seleção treina apenas à tarde, assim como na segunda-feira. Na terça, disputa amistoso contra a seleção de Lucerna, na cidade da Basiléia.

Agencia Estado,

27 Maio 2006 | 07h58

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