1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Presidente do Grêmio pede 'julgamento justo' no STJD, no Rio

MARCIO DOLZAN E RONALD LINCOLN JR. - O Estado de S. Paulo

03 Setembro 2014 | 14h 05

Fábio Koff alega que o clube fez tudo o que estava ao seu alcance no caso envolvendo ato racista contra o goleiro Aranha, do Santos

O presidente do Grêmio, Fábio Koff, chegou pouco depois das 13h30 ao plenário do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio, para o julgamento do clube no caso envolvendo injúria racial contra o goleiro Aranha, do Santos. O dirigente gremista disse esperar "um julgamento justo", na tarde desta quarta-feira, e afirmou que o clube fez tudo o que estava ao seu alcance.

"Esperamos que o Grêmio tenha um julgamento justo, não só por historicamente ser um clube que tem trabalhado no sentido de integração racial, de integração social, um clube com 111 anos de vida, mas principalmente porque o Grêmio fez todos os esforços no sentido de identificação dos autores do fato, e já encaminhou à polícia porque se trata de fato de natureza criminal", disse Koff.

Para o dirigente, não há base legal para condenar o Grêmio. "O próprio Estatuto do Torcedor isenta a responsabilidade objetiva do clube quando há identificação dos autores. Foi o que o Grêmio fez", assegurou Koff. "O Grêmio tem um quadro social acima de 70 mil associados, tem uma história toda a ser respeitada."

Lucas Uebel/Divulgação
Para Fábio Koff, não há base legal para condenar o Grêmio

Um representante da ONG Movimento Negro Brasileiro também está no plenário do STJD, distribuindo adesivos com a inscrição "Racismo é gol contra!". Ele pede punição ao Grêmio no julgamento que acontece na tarde desta quarta-feira. "Não adianta tapar o sol com a peneira. Se o torcedor estava com a camisa do clube, então representava o clube", defendeu Bentilho Jorge da Silva.

"Foi até bom isso ter acontecido, porque mostra que o racismo no Brasil é velado", continuou Bentilho Jorge da Silva. O ativista foi mais longe e disse que a região sul do País, incluindo os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, é "reduto de grupos neonazistas".