Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Presidente do Palmeiras critica punição dada pela Conmebol: 'Beira o escárnio'

Mauricio Galiotte protesta contra briga no Uruguai e diz que time foi prejudicado pela entidade

Estadão Conteúdo

19 Maio 2017 | 19h22

O presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte, publicou nesta sexta-feira uma nota oficial em repúdio às decisões da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) em punir o clube pela confusão ao fim da partida contra o Peñarol, no Uruguai, em abril, pela Copa Libertadores. O dirigente definiu as punições como "escárnio" e prometeu recorrer das punições.

"O sentimento é de total indignação e revolta com a falta de critério adotada pela Conmebol em relação às punições aplicadas para os dois clubes e seus atletas", disse o presidente. "Beira o escárnio o entendimento que o Peñarol, clube responsável pela segurança da partida e que não cumpriu com sua função, receba uma pena menor do que a do Palmeiras, cujo time e torcida foram vítimas de uma clara e evidente emboscada, além de outros crimes".

A equipe brasileira terá de atuar três partidas como visitante na Copa Libertadores sem poder levar torcedores ao estádio, mais pagar uma multa. O Palmeiras também perderá o volante Felipe Melo, que por ter dado um soco em um adversário, ficará seis partidas fora e só voltará a atuar na competição em uma possível partida de volta da semifinal da competição.

Enquanto isso, o Peñarol teve como pena ter de jogar uma partida sem torcedores. Já eliminados, os uruguaios cumprirão essa punição na próxima semana, quando recebem o Jorge Wilstermann, da Bolívia. Os três jogadores da equipe uruguaia que se envolveram na confusão vão ficar cinco partidas sem poder atuar.

"O Palmeiras reitera o que tem afirmado desde o primeiro momento ainda no estádio em Montevidéu: o clube e seus jogadores são vítimas e não causadores dos incidentes após a partida. Provamos para a Conmebol, através de um vasto conjunto de vídeos, fotos e depoimentos, o que realmente aconteceu naquele jogo. Pelo resultado do julgamento, parece que critérios técnicos não foram levados em consideração, o que é completamente inadmissível e incoerente", afirmou Mauricio Galiotte.

Confira a nota oficial na íntegra:

Tendo em vista a definição e divulgação dos julgamentos da Conmebol sobre os incidentes relacionados à partida contra o Peñarol, a Sociedade Esportiva Palmeiras vem a público esclarecer que:

1 – O sentimento é de total indignação e revolta com a falta de critério adotada pela Conmebol em relação às punições aplicadas para os dois clubes e seus atletas.

2 – Beira o escárnio o entendimento que o Peñarol, clube responsável pela segurança da partida e que não cumpriu com sua função, receba uma pena menor do que a do Palmeiras, cujo time e torcida foram vítimas de uma clara e evidente emboscada, além de outros crimes. Vale lembrar que, a despeito do clima tenso, a segurança feita no Allianz Parque por quase 600 profissionais foi capaz de zerar qualquer tipo de incidente no jogo de ida contra o Peñarol, ao contrário dos ínfimos e despreparados 60 seguranças particulares contratados pelo clube uruguaio para o jogo de volta. 

3 – O Comitê Disciplinar da Conmebol, de maneira míope, preferiu apontar sua avaliação baseada nas consequências e não nas causas dos acontecimentos.

4 – O Palmeiras reitera o que tem afirmado desde o primeiro momento ainda no estádio em Montevidéu: o clube e seus jogadores são vítimas e não causadores dos incidentes após a partida. Provamos para a Conmebol, através de um vasto conjunto de vídeos, fotos e depoimentos, o que realmente aconteceu naquele jogo. Pelo resultado do julgamento, parece que critérios técnicos não foram levados em consideração, o que é completamente inadmissível e incoerente. É inaceitável que um atleta do Palmeiras seja punido por ter se defendido de uma tentativa clara de agressão e que sua torcida, que foi claramente acuada, agredida e alvo de manifestações racistas, seja impedida de acompanhar o time na competição.

5 – O Departamento Jurídico do Palmeiras está preparando recursos contestando as punições aplicadas ao jogador Felipe Melo e ao clube e os apresentará à Conmebol no início da própria semana.

6 – A Sociedade Esportiva Palmeiras vai buscar fazer justiça. O clube não admite outro posicionamento do Comitê Disciplinar da Conmebol que não seja a revisão de sua decisão e o julgamento do assunto levando em consideração apenas critérios técnicos.

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