Marcos Oliveira/Agência Senado
Marcos Oliveira/Agência Senado

Procuradoria da Espanha diz que Del Nero também teria recebido subornos

Presidente da CBF tem o nome arrolado na investigação sobre desvio de dinheiro em 2013

Jamil Chade, correspondente em Genebra, O Estado de S.Paulo

25 Maio 2017 | 11h50

O atual presidente da CBF, Marco Polo del Nero, é citado na denúncia preparada pelo Ministério Público da Espanha sobre a lavagem de dinheiro no futebol. Ele é apontado como uma das pessoas que teria recebido subornos da Klefer, empresa de Kleber Leite, para a Copa do Brasil de 2013.

A denúncia contra o chefe da CBF já fazia parte das investigações do FBI. Mas, agora em Madri, o caso volta a ser mencionado. Desta vez, os procuradores apontam que a Klefer foi uma das empresas que alimentaram a rede de companhias de fachada para lavar dinheiro da CBF. De acordo com a investigação, a empresa brasileira depositou em 14 de abril de 2014 quase US$ 1 milhão (R$ 3,2 milhões) para a ITASCA, companhia com sede no Panamá e também controlada pelo grupo de Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona.

"A Klefer tinha assinado um contrato no ano de 2011 com a CBF, pelo qual pagaria supostas comissões ilegais para a obtenção de direitos de difusão e marketing da Copa do Brasil de Futebol de 2013, para que esses direitos fossem a outras sociedades", aponta o documento da procuradoria da Espanha. "Essas comissões iriam para Ricardo Teixeira (ex-presidente da CBF), José Maria Marin (sucessor de Teixeira) e Marco Polo Del Nero, atual comandante da entidade", indica o documento.

O atual presidente da CBF, Marco Polo, não deixa o Brasil desde maio de 2015, quando o FBI o indiciou.

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