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Punido, Platini diz que burocratas sem voto assumiram o comando da Fifa

- Atualizado: 25 Fevereiro 2016 | 13h 53

Dirigente vai recorrer da sua punição na Corte Arbitral do Esporte

Um dia após o Comitê de Apelações da Fifa rejeitar o recurso contra a sua suspensão, decidindo apenas reduzir a sua pena de oito para seis anos, o francês Michel Platini declarou, em entrevista ao diário esportivo francês L'Equipe, que "burocratas não eleitos" assumiram o controle da entidade e fizeram de tudo para que ele fosse afastado.

"Burocratas não eleitos tomaram o poder na Fifa. São eles que fizeram de tudo para me demitir. Hoje, temos de saber o que queremos da Fifa. Queremos uma Fifa que pertence aos eleitos ou liderada por burocratas? Este é o desafio dos próximos anos", afirmou o ex-jogador francês em trecho de entrevista que terá a sua íntegra publicada pelo L'Equipe nesta sexta-feira.

Platini vai recorrer da sua punição na Corte Arbitral do Esporte. O francês era considerado o favorito para a eleição presidencial da Fifa, marcada para esta sexta-feira, mas teve que se afastar da disputa após ser suspenso provisoriamente e, posteriormente, punido pelo comitê de ética da entidade.

Platini teve seus recursos negados pela Fifa e por isso resolveu apelar ao CAS

Platini teve seus recursos negados pela Fifa e por isso resolveu apelar ao CAS

Nesta quinta, o chefe da comissão que decidiu sobre a redução das punições de Platini e também de Joseph Blatter se recusou a responder perguntas sobre a decisão. "Eu não vou falar sobre isso", afirmou Larry Mussenden, o presidente da Associação de Futebol de Bermuda.

Ao punir Platini, o Comitê de Ética da Fifa o considerou Platini culpado de aceitar presentes, conflitos de interesse, deslealdade e não-cumprimento de regras de conduta em investigação sobre o pagamento de US$ 2 milhões (R$ 8 milhões) da Fifa, com o aval de Blatter, para Platini.

Os juízes da comissão disseram que não era convincente o argumento dos advogados de Platini de que um contrato verbal lhe conferia o direito a receber um salário em 2011 pelo trabalho realizado como conselheiro presidencial de Blatter entre 1999 e 2002.

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