Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Queda do líder passa por ‘seca’ de Jadson, Rodriguinho e Romero

Declínio técnico e, principalmente, longo jejum de gols de Jadson, Rodriguinho e Romero coincidem com mau momento vivido pelo Corinthians

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2017 | 07h00

Jô é o artilheiro do Corinthians no Campeonato Brasileiro com 15 gols, mas nunca esteve tão solitário na missão de balançar as redes quanto agora. Clayson é o único que o ajuda, um pouco. Jadson, Rodriguinho e Romero amargam um longo jejum de gols e auxiliam na explicação da queda brusca do Corinthians no segundo turno.

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A última vez que o Corinthians fez um gol no campeonato que não tenha sido de Jô ou Clayson foi na rodada que encerrou o primeiro turno, quando Rodriguinho marcou na vitória por 3 a 1 sobre o Sport, dia 5 de agosto. Há quase três meses, em confronto válido pela 19.ª rodada. 

Rodriguinho e Jadson não marcam há 13 partidas. Romero vive uma seca ainda pior, de 22 jogos. Nos últimos 13 confrontos, Jô e Clayson fizeram quatro gols cada e Maycon - pela Copa Sul-Americana - fez um. 

Jadson não balança as redes desde o dia 12 de julho, na 13.ª rodada, quando o Corinthians derrotou o Palmeiras por 2 a 0. No domingo da semana que vem, dia 5 de novembro, completa um turno de secura. Já aquele gol de Rodriguinho contra o Sport foi a última vez que teve a alegria de marcar um gol. 

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Quanto a Romero, a última vez que ele festejou um gol pelo Corinthians foi em 11 de junho, pela 6.ª rodada do Nacional, quando a equipe superou o São Paulo por 3 a 2. Portanto, faz mais de quatro meses. A falta de gols ajuda a explicar o momento de baixa da equipe.

Além do jejum, o trio não tem colaborado como deveria na criação das jogadas e os resultados evidenciam a queda de rendimento. Romero foi até para o banco de reservas na partida contra o Botafogo e entrou no intervalo, no lugar de Jadson, que teve outra atuação fraca. 

Junto com a má fase veio a pressão. A diferença para Palmeiras e Santos agora é de seis pontos e, dependendo dos resultados da rodada do fim de semana, o clássico com o Alviverde, dia 5, pode causar a perda da liderança ao time de Carille. 

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“Vamos entrar em campo para nos distanciar do segundo colocado e encurtar o torneio. O Corinthians é líder de forma indiscutível. Sabemos da oscilação, mas isso pode e deve ser revertido. Por isso, estamos nos cobrando internamente. Domingo temos mais uma chance de mostrar que o líder está com sangue nos olhos para ser campeão”, disse Gabriel. 

Por isso, a segunda-feira foi dia de conversas para tentar achar uma forma de recolocar a equipe nos trilhos. Assim que a delegação voltou de viagem do Rio, Carille, o diretor de futebol, Flávio Adauto, e o gerente de futebol, Alessandro Nunes, se reuniram no CT Joaquim Grava para tentar encontrar uma solução. Existe a preocupação com a questão física e técnica de alguns jogadores, entre eles Jadson, Rodriguinho e Arana, mas também com a parte psicológica do elenco. 

Opinião: Raphael Ramos - Chefe de reportagem de Esportes do Estado

Não causam estranheza os últimos resultados do Corinthians: derrotas para Bahia e Botafogo como visitante e empate com o Grêmio em Itaquera. O que chamou atenção foi a campanha avassaladora no primeiro turno. A bem da verdade, tudo está dentro da normalidade.

Se bater o desespero, aí sim o título ficará ameaçado. A história dos pontos corridos mostra que seis pontos – restando oito jogos para o fim do campeonato – é vantagem confortável. Desde que o time saiba controlar os nervos e fazer o básico.

O exemplo a não ser seguido está no Palmeiras, justamente a equipe que passou a pressionar o Corinthians. Em 2009, teve jogador do Palmeiras que até agrediu companheiro em campo. O time perdeu a cabeça e o título. Agora, o Corinthians só não ficará com a taça se acontecer a mesma coisa

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