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Racismo na Copa de 2018 deixa dirigente russo preocupado

Anatoly Vorobyov tem medo do mau comportamento dos torcedores

Estadão Conteúdo

03 Março 2015 | 12h45

Ainda faltam três anos para a próxima Copa do Mundo, mas as autoridades da Rússia já estão preocupadas com eventuais manifestações racistas por parte da torcida local durante o grande evento do futebol mundial, a ser disputado em solo russo, em 2018.

O racismo é considerado um "vírus" por dirigentes ligados ao esporte, como o secretário-geral do Sindicato de Futebol da Rússia, Anatoly Vorobyov. Em entrevista à agência AP, ele admite que "infelizmente as coisas não estão indo muito bem" no comportamento dos torcedores. 

Os casos de racismo na Rússia foram escancarados por estudo divulgado na semana passada pela Fare Network, uma organização que combate o racismo no futebol. Uma pesquisa em parceria com o instituto SOVA Center, de Moscou, mostrou que a Rússia está assolada por uma onda de cultura racista e de extrema direita. O documento ainda detalhou casos de comportamento discriminatório no futebol local e alertou que "será difícil assegurar a segurança dos visitantes" na Copa do Mundo.

O estudo preocupou o presidente da Fifa, Joseph Blatter. O suíço fez um alerta às autoridades russas quanto ao comportamento inadequado de torcedores locais e afirmou que a federação nacional poderá sofrer punições em caso de eventuais manifestações racistas durante a futura Copa do Mundo.

Diante das cobranças de Blatter, Anatoly Vorobyov reconheceu que o Sindicato de Futebol da Rússia pode fazer mais para coibir tal comportamento. "Acho que podemos usar nosso poder com mais rigor", declarou o secretário-geral da entidade.

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