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Rafinha é o artilheiro da Ferroviária que sai do banco de reservas

Atacante fez o gol da vitória sobre o Palmeiras

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Gonçalo Junior,
O Estado de S.Paulo

01 Março 2016 | 07h00

Autor do gol da vitória da Ferroviária sobre o Palmeiras no Allianz Parque, o atacante Rafinha vive um paradoxo. É artilheiro do time com cinco gols, um a menos que o goleador do torneio, William Pottker, do Linense, mas é reserva do time de Araraquara. “Nenhum jogador fica feliz no banco, mas tenho paciência e estou esperando uma oportunidade”, diz o atacante.

A chance, na verdade, já veio. Ele começou como titular na derrota contra o Ituano por 3 a 2 na penúltima rodada, mas teve atuação apenas razoável. Nos outros jogos, entrou no segundo tempo e virou uma espécie de talismã. O técnico Sérgio Vieira costuma utilizá-lo como opção de velocidade para mudar o ritmo do ataque. Foi assim que o time venceu o Palmeiras aos 48 da etapa final. “Não dá para descrever a emoção de vencer um time grande. Poucos acreditavam na gente, só nós mesmos”, diz.

Aos 23 anos, Rafael Diniz Alves e Silva tem experiência de veterano. Natural de Alumínio (SP), já passou por Audax, Ponte Preta, Nacional e ABC de Natal. Jogou também pelo time B do Porto, de Portugal, em 2010. Chegou à Ferroviária no final de 2015 por meio de uma parceria com o Atlético-PR, detentor de seus direitos federativos.

No início do torneio, colocou na cabeça que teria de chamar a atenção de alguma forma. Além dos gols que foram surgindo, tingiu os cabelos e criou uma marca registrada que valeu o apelido de “Diabo Loiro” entre os companheiros.

A passagem por Portugal facilita o contato com o treinador, que veio de lá também para o time paranaense. “Ele estuda os rivais e passa tudo mastigado”, afirma. “Nosso time está tentando jogar como os grandes times, essa é a filosofia”.

 

 

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