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Referência na Sub-21, Fabinho mira vaga no time de Dunga

Almir Leite - O Estado de S. Paulo

01 Setembro 2014 | 05h 00

Desconhecido no Brasil, lateral-direito de 20 anos é titular do Monaco e candidato a sucessor de Maicon e Daniel Alves

Enquanto Dunga recomeça seu trabalho na seleção principal, uma outra seleção brasileira se reúne a partir desta segunda-feira. É a equipe Sub-21, que tem três amistosos programados para o Catar. Treinada por Alexandre Gallo, a equipe está recheada de jogadores com idade de disputar a Olimpíada de 2016 e que poderão chegar em breve ao time de Dunga. Entre eles está um lateral-direito quase desconhecido no Brasil: Fábio Henrique Tavares.

Fabinho é desde o ano passado titular da lateral-direita do Monaco. Já foi apontado por Gallo como um potencial candidato a ocupar a posição na seleção principal. Até porque é um setor que precisa ser renovado, pois Maicon (33 anos) e Daniel Alves (31) não devem ir longe.

O garoto tem consciência de que a briga está aberta. "A gente pensa numa próxima Copa do Mundo (em 2018, na Rússia)... O Brasil vai renovar, levar dois jogadores novos e a oportunidade está aí para novos laterais se apresentarem", diz, com voz calma, pausada, mas em tom seguro.

Divulgação/Monaco
Fabinho tem 20 anos e já é titular absoluto do Monaco, da França

Segurança é algo raro em jovens de 20 anos. Fabinho vai adquirindo a sua rapidamente, por causa das circunstâncias da vida. Quatro anos atrás estava na base do Paulínia (SP). Foi para o Fluminense, estava no time vice-campeão da Taça São Paulo em 2012 e, a partir daí, as coisas começaram a acontecer com rapidez. Sem chance de subir para o time de cima do Flu, foi levado por seu empresário, o português Jorge Mendes, para o Rio Ave. Um mês depois, estava no Real Madrid B, conheceu Kaká e Marcelo e jogou duas partidas pelo time principal.

Mas teria de voltar para o Real B. Aí, apareceu a chance de ser titular do Monaco. Naquela altura, Fabinho já era conhecido na base. Ney Franco, então treinador da Sub-20, o convocara em 2012 para dois torneios. "Eu fui muito bem, fomos campeões. Foi depois daí que as coisas foram surgindo mais para mim."

Gallo assumiu e passou a observar o garoto que se define como um lateral tranquilo, dono de um chute forte. "Sou um pouco diferente da maioria dos laterais porque sou alto (1,89 m). Ajudo o ataque com minhas ultrapassagens, minha potência. Acho que é o apoio é um dos meus pontos fortes", afirma. Fabinho acha difícil que surja ainda este ano uma oportunidade na seleção principal. "Mas até o meio de 2015, creio que é possível. Se eu estiver jogando bem, né?".