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Renato Augusto faz trabalho especial para não ser 'esquecido'

Meia espera continuar recebendo chances, mesmo na China

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Daniel Batista, enviado especial a Teresópolis,
O Estado de S.Paulo

21 Março 2016 | 13h59

Renato Augusto e Gil vivem situações curiosas na seleção brasileira. Antes mesmo de se apresentarem ao técnico Dunga, ouviram do treinador que terão trabalho dobrado para continuarem a ser convocados, já que ambos foram atuar no futebol chinês. Disposto a se manter entre os selecionáveis e sem abrir mão dos milhões de dólares, o meia contou que faz um trabalho especial e acreditar estar melhor fisicamente em comparação aos tempos em que defendeu o Corinthians, no ano passado.

"Tenho um profissional para melhorar o rendimento lá. Não fui passear lá e nem vim para a seleção a passeio. Hoje estou bem fisicamente e algo que também me ajuda é que tenho um técnico italiano (Alberto Zaccheroni) e ele treina bastante. Procurei aprender algumas coisas neste período que eu estava lá. Fisicamente estou bem, talvez até melhor do que estava antes", analisou o meia, que defende o Beijing Guoan.

O temor de Renato Augusto é seguir os passos de Diego Tardelli. Quando estava no Atlético-MG, ele foi convocado por Dunga, mas depois que se transferiu para o futebol chinês, teve mais uma oportunidade e depois não foi mais lembrado. "Por esse exemplo que eu me preocupo", disse Renato Augusto.

O ex-jogador do Corinthians vê como único problema o fato de não ter ritmo de jogo, já que fez apenas uma partida na temporada. "Amistoso não é a mesma coisa, mas tivemos uma pré-temporada longa. Claro que a falta de campeonato faz você perder ritmo de jogo, mas fisicamente, por eu estar bem, posso render em alto nível", explicou.

Gil também garante que está bem fisicamente e, caso Dunga resolva lhe colocar para jogar, dará conta do recado. "A vida inteira eu me cuidei. Estando no Brasil, eu sempre fazia trabalhos específicos e isso não mudou nada. Não é porque estou na China que eu vou me acomodar ou achar que sou um aposentado", exagerou o defensor do Shandong Luneng. 

Algo que preocupa o treinador da seleção brasileira é o nível do Campeonato Chinês. Dunga teme que os selecionáveis não consigam acompanhar o ritmo dos jogos por estarem disputando um torneio de menor qualidade técnica. Renato Augusto discorda. 

"Jogadores que atuam na Rússia e na Ucrânia, até pouco tempo, era um absurdo serem convocados. Hoje, não. O futebol chinês é o que mais cresce no mundo. Tem jogadores brasileiros e estrangeiros indo para lá. A tendência é que o nível suba ainda mais. Me falaram que era muito ruim lá, mas quando cheguei, vi que não é bem assim e acabou sendo uma surpresa positiva, pois poderei continuar a jogar em alto nível. Estão preparando novas contratações para o meio do ano e não se surpreendam se mais jogadores da seleção irem para a China", projetou o meia. 

De fato, recentemente, pelo menos outros dois convocados por Dunga para os jogos contra Uruguai e Paraguai já foram sondados no futebol chinês, casos do meia Lucas Lima e do atacante Ricardo Oliveira. 

 

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