Miguel Schincariol / AFP
Miguel Schincariol / AFP

Ricardo Oliveira admite números ruins em 2017 no Santos e descarta aposentadoria

Segundo o centroavante, caxumba o impediu de estar no mesmo nível físico dos companheiros

Estadão Conteúdo

26 Maio 2017 | 13h22

Com apenas quatro gols marcados em 15 partidas disputadas pelo Santos nesta temporada, Ricardo Oliveira fez uma avaliação nesta sexta-feira do seu desempenho em 2017 e reconheceu que não está satisfeito com os seus números, embora também tenha destacado que vem realizando mais funções coletivas, abrindo espaço para outros jogadores do setor ofensivo finalizarem.

"Não estou satisfeito com meus números e nem poderia. Sou o 9, sei o que posso produzir para o time, reconheço que às vezes não finalizo tanto, ou não conseguem criar ou não faço os movimentos corretos para isso. Sou critico comigo. Mas também faço um jogo coletivo, me despojo de vaidade, abro espaços. Sou cobrado por gols, mas também penso no coletivo, em dar condição aos companheiros", afirmou Ricardo Oliveira, em entrevista coletiva concedida no CT Rei Pelé.

Acostumado a ser o artilheiro do Santos dede o seu retorno ao clube no início de 2015, o centroavante tem menos gols nesta temporada em jogos oficiais do que Vitor Bueno, com sete, e Bruno Henrique, com seis.

Mas, na última terça-feira, diante do Sporting Cristal, Ricardo Oliveira teve aquela que foi provavelmente a sua melhor atuação em 2017, na goleada por 4 a 0, quando marcou um gol, participou diretamente de outro e liderou um setor ofensivo que não contava com Bruno Henrique e Lucas Lima. Assim, ele avaliou que está superando os problemas enfrentados no início da temporada para voltar a brilhar.

"A caxumba me impediu de estar no nível dos companheiros. Mas os trabalhos estão sendo ótimos, não sofri lesão muscular neste ano. A minha condição física foi sempre muito boa. Agora me sinto forte, bem rápido. É resultado do trabalho que vem sendo feito. Aos poucos vou dando os resultados que esperam de mim", assegurou.

Com contrato apenas até o final de 2017 e já com 37 anos, Ricardo Oliveira está com o seu futuro incerto no Santos. Mas o centroavante evitou se aprofundar sobre o assunto e as conversas com a diretoria para renovar o vínculo. "Nem sei como está a situação. A cabeça está focada no trabalho. O que acontecer, vocês vão ficar sabendo", desconversou.

Porém, Ricardo Oliveira defendeu o seu desempenho no Santos desde 2015, lembrando que foi artilheiro da equipe nas últimas duas temporadas, sendo importante para as conquistas de dois títulos paulistas e boas campanhas em torneios nacionais. Assim, adotou um discurso em que falou em gratidão, mas reconheceu que só permanecerá no time se conseguir mostrar que continua sendo útil.

"Não é querer, é se continuarei sendo produtivo. Quando cheguei em 2015, vim para jogar o Paulistão com desejo de ficar até o fim do ano. Tive propostas antes de renovar, poderia ter saído, mas não funciona assim comigo, sei ser grato e estou cumprindo isso", comentou.

Mas independentemente da sua permanência no clube, Ricardo Oliveira só descartou a possibilidade de se aposentar ao fim da temporada. "Não passa pela minha cabeça encerrar a carreira agora. Ainda tenho muitos gols para fazer, quilômetros para correr e alegrias para dar", garantiu o camisa 9 santista.

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