Rivaldo pode se despedir da seleção

Ainda cansado depois de uma longa viagem de Milão para Fortaleza, com escala prolongada em São Paulo, Rivaldo foi o centro das atenções nesta terça-feira na seleção brasileira. O assédio ao craque do Milan aumentou depois de algumas especulações, durante o dia, de que ele também se despediria da seleção na partida desta quarta-feira, contra o Paraguai. O jogador não confirmou nem desmentiu a informação. Insinuou porém que o assunto vai ser analisado. "Primeiro, temos de saber se o próximo técnico vai me convocar. Se houver essa situação, tenho que pensar direito no que fazer." Rivaldo deixou escapar que não acredita na possibilidade de fazer parte da seleção na Copa do Mundo de 2006 e que, portanto, deveria dar oportunidade a outros. Na entrevista, comentou que não gostaria de passar novamente pelo desgaste com as sucessivas cobranças sobre sua performance na seleção. Até o Mundial de 2002, ele recebia críticas a respeito de más atuações em jogos decisivos da seleção. Foi assim na Olimpíada de 1996 e na Copa do Mundo de 1998. "Quando perdi o Mundial da França, eu repeti para mim mesmo: se o Brasil for à final em 2002, vai ser campeão." O jogador assegurou que sempre teve auto-estima e nunca duvidou de seu potencial. "Sempre fui o mesmo no Barcelona e na seleção." "Não tomei decisão sobre o futuro, ainda é cedo." Rivaldo estava feliz pelas declarações de Scolari em Fortaleza, atribuindo-lhe o título de melhor jogador do Mundial. "Agradeço muito o treinador por isso." Sobre os primeiros dias de trabalho no Milan, o novo clube, afirmou estar gostando da experiência de atuar no futebol italiano, o qual considera mais difícil que o espanhol, de seu ex-clube, o Barcelona. "Tem mais pegada, mais marcação, é complicado, mas é um desafio."

Agencia Estado,

20 Agosto 2002 | 19h11

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.