Ivan Storti/ Divulgação
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Robinho pode vir até de graça para o Santos no meio do ano

Milan precisa enxugar o elenco e não quer ficar com o atacante

Luís Augusto Monaco, O Estado de S. Paulo

09 Março 2015 | 16h09

 A declarada intenção da diretoria santista de ficar definitivamente com Robinho a partir de julho, quando terminará o contrato de empréstimo, tem grande chance de dar certo - mesmo com o cofre do clube quase vazio. É que o Milan, além de estar em dificuldades financeiras (que devem se agravar caso o time não se classifique para uma competição europeia pela segunda temporada seguida, como parece que vai acontecer), será obrigado, por lei, a enxugar bem o seu elenco.

No Campeonato Italiano 2015/2016 os clubes só poderão inscrever 25 jogadores - sem contar os atletas com menos de 21 anos, cujo número de inscrições é livre. O Milan tem hoje em seu elenco 31 jogadores, sem contar os seis que estão emprestados e podem voltar ao clube (Robinho é um deles). Diante desse quadro, é certo que haverá uma grande "limpeza", porque o clube não só precisará reduzir o elenco como terá de abrir vagas para os reforços que chegarem.

Robinho não faz parte dos planos, e o clube quer negociá-lo definitivamente no meio do ano para ajudar a diminuir o plantel e se livrar dos 3 milhões de euros (R$ 10,2 milhões) que ele recebe por ano. O contrato do atacante com o clube italiano vai até junho de 2016, e a preferência da diretoria é vendê-lo para levantar algum dinheiro. O problema é que na janela de transferências de janeiro não recebeu sequer uma sondagem por Robinho, e há pouca esperança de que algum clube  apareça na janela de julho/agosto para comprá-lo. Na avaliação dos italianos, só o que poderia mudar o cenário seria uma boa participação de Robinho na Copa América. 

Se não houver uma boa oferta de outro país por Robinho, o Milan dificilmente criará empecilhos para liberar o atacante para o Santos - por uma quantia módica ou até de graça, como foi feito com Kaká no ano passado (o meia teve o contrato rescindido e fechou com o Orlando City, que o emprestou por seis meses ao São Paulo sem cobrar nada).

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