Érico Leonan/Divulgação
Érico Leonan/Divulgação

Rogério Ceni pela primeira vez enfrenta treinador que o comandou

Comandante são-paulino terá do outro lado no clássico o palmeirense Cuca, com quem trabalhou em 2004

Ciro Campos, Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

27 Maio 2017 | 07h00

O clássico entre São Paulo e Palmeiras neste sábado pelo Campeonato Brasileiro, vai promover o reencontro de Rogério Ceni com Cuca. O agora treinador do time do Morumbi pela primeira vez terá como adversário um técnico que foi o seu comandante. Os dois trabalharam juntos em 2004, quando tiveram a convivência interrompida por problemas internos do elenco naquela época.

"Ele é um grande treinador, foi campeão brasileiro no ano passado e voltou agora. É consagrado, tem muito tempo de estrada e foi meu técnico há 13 anos. Conheço bem a maneira como ele armava o São Paulo de 2004 e fomos à semifinal da Libertadores naquele ano. É muito qualificado", disse Ceni sobre o agora colega de profissão.

Cuca retribuiu nesta sexta-feira os elogios do ex-goleiro. "É uma pessoa que todos admiram. Como jogador foi excelente, um ícone, um exemplo para todos. Como treinador eu torço para que vá bem. O começo é difícil para todos, assim como foi para mim e para todos que iniciaram um dia. Ele vai amadurecer dentro da profissão", comentou o palmeirense.

O clima cordial, porém, não é o mesmo do que o vivido em 2004, quando Cuca deixou o São Paulo. Curiosamente, o time do Morumbi tinha naquela época o preparador físico Omar Feitosa, que agora está no Palmeiras. Feitosa e Ceni tiveram desentendimentos durante a temporada. O ambiente ruim pesou para o treinador resolver pedir demissão após uma derrota para o Coritiba, no Morumbi.

"Perdemos de 3 a 2 para o Coritiba e eu escutei um comentário dos jogadores no vestiário que eu não gostei e eu me demiti na coletiva. E tive uma discussão com o Rogério Ceni, que eu acho o maior ícone da história do São Paulo e o melhor goleiro com quem já trabalhei, em que eu estava errado", contou Cuca em entrevista ao Estado, em 2013. "Ele teve uma discussão com meu preparador físico e eu peguei as dores do meu preparador sem saber o teor", completou.

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