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Rogério Ceni pensa em jogar e morar nos Estados Unidos no próximo ano

GONÇALO JÚNIOR - O Estado de S. Paulo

19 Abril 2013 | 08h 25

Goleiro planeja deixar o São Paulo em dezembro, quando acaba seu contrato com o clube

SÃO PAULO - Depois de encerrar a carreira, Rogério Ceni tem planos de morar no exterior, provavelmente nos Estados Unidos. Não descarta jogar mais um ano, em 2014, mas quer mesmo estudar, aperfeiçoar o inglês, conhecer uma cultura diferente e se preparar para seu grande projeto na aposentadoria: ser dirigente de futebol. "Se viesse uma proposta de fora depois que acabar o contrato ele aceitaria", garante o irmão Ronaldo Ceni.

O desejo de atuar e morar nos Estados Unidos surgiu no final do ano, após a Copa Sul-Americana, em uma viagem que fez com a família. "Se ele jogar por mais um ano, será fora do país. Ele não joga em outro clube para não apagar sua história no São Paulo", diz o mano, reafirmando um sonho antigo do artilheiro tricolor na Libertadores.

Para os familiares, que moram em Sinop, no Mato Grosso, a aposentadoria anunciada, após a vitória sobre o Atlético-MG que classificou a equipe para a próxima fase da Libertadores, não é um fato consumado. Eles querem agir como São Tomé e ver para crer. "Ele pode ter falado isso no calor da emoção. Nem ele sabe ao certo quando vai pendurar as chuteiras", diz Eurydes Ceni, pai do goleiro, lépido aos 74 anos. "Acredito que ele tem 90% de chances de parar. Mas nada é definitivo", diz o irmão.

A conquista da Libertadores e a classificação para o Mundial poderiam dar um novo impulso para a reta final da carreira do goleiro de 40 anos. "Acho que a decisão final vai depender da parte física", opina o pai. Até os companheiros estão com um pé atrás com relação à decisão do capitão. "É difícil falar que ele vai parar pelo profissional que é, como se cuida, como treina. Se parar vai ser uma pena para o futebol, e se isso acontecer mesmo que possamos ajudá-lo a se despedir com títulos. Inclusive o mais importante deles, que é o da Libertadores", afirma Ganso.

Na quinta-feira Rogério Ceni reservou o dia para ficar com a família. Os dias de fisioterapia intensiva para se recuperar da contusão antes do jogo contra o Atlético-MG – inclusive nos finais de semana – foram de isolamento e expectativa. O pai espera matar a saudade no meio do ano, na folga que o time provavelmente terá na Copa das Confederações.