Paulo Pinto/Estadão
Paulo Pinto/Estadão

Ronaldo cala críticos, supera lesões e é o destaque da Copa de 2002

"Fenômeno" convivia com desconfiança pelas lesões graves nas temporadas anteriores, mas foi o artilheiro da competição

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2018 | 03h00

Ronaldo estava longe da melhor forma na Copa do Mundo de 2002. Vinha de seguidas e graves contusões no joelho, sofria com lesões musculares. Muitos apostavam que não teria condições de jogar a Copa, e talvez nem de jogar mais. Luiz Felipe Scolari pensava de maneira completamente diferente. Tanto que fechou os ouvidos para o clamor popular em prol de Romário e deu um recado ao Fenômeno: precisava dele por apenas sete jogos, para isso,iria esperá-lo o quanto fosse preciso.

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O atacante, então, foi à luta. Trabalhou forte com fisiologistas, médicos e preparadores físicos da seleção. Eram três períodos de tratamento quase diariamente. Já havia, inclusive, início de dúvidas sobre o seu peso. Apesar disso, todo esse esforço feito pelo"Fenômeno", no fim, compensou.

Na Copa, Ronaldo foi soberbo. Fez gol em seis dos sete jogos. Terminou campeão e artilheiro, com oito gols. Salvou o time nos dois jogos contra a Turquia, na primeira fase e na semifinal. E só não foi eleito o melhor jogador do Mundial porque a eleição foi feita antes da decisão e Oliver Kahn foi o escolhido. Logo Kahn, vencido duas vezes pelo Fenômeno na vitória por 2 a 0 em Yokohama.

CAMPANHA DO CAMPEÃO

Brasil 2 x 1 Turquia

Brasil 4 x 0 China

Brasil 5 x 2 Costa Rica

Brasil 2 x 0 Bélgica

Brasil 2 x 1 Inglaterra

Brasil 1 x 0 Turquia

Brasil 2 x 0 Alemanha

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