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Copa 2014

Sabella prega atenção e equilíbrio emocional em campo

FELIPE ROSA MENDES - Agência Estado

30 Junho 2014 | 16h 07

A fase de mata-mata da Copa do Mundo teve início com tensas disputas de pênaltis nas oitavas de final, que causaram nervosismo e até choro, principalmente na partida da seleção brasileira contra o Chile. Para o técnico da Argentina, Alejandro Sabella, o desequilíbrio emocional demonstrado pelos brasileiros serve de alerta para o time do país vizinho, considerado também um dos favoritos ao título.

"Quando falamos de futebol, além da técnica, o equilíbrio emocional é vital", pregou o treinador nesta segunda-feira, véspera da partida contra a Suíça, no estádio Itaquerão, em São Paulo. "Vi o jogo do Brasil e falou-se muito sobre a força que você precisa ter nesses momentos. A mente é o músculo mais importante nessas horas. Algum filósofo disse que um grama de neurônio pesa mais que um quilo de músculo".

Sabella se refere ao descontrole emocional demonstrado pelos brasileiros antes das penalidades. Nervosos diante da pressão de classificar o Brasil às quartas de final, os jogadores foram às lágrimas, como o goleiro Julio Cesar e até mesmo o capitão Thiago Silva, principal líder do time.

Quantos aos argentinos, o técnico dá sinais de tranquilidade, ciente de que seus jogadores aguentarão a pressão de uma eventual definição nos pênaltis contra a Suíça. "Acredito que o grupo está muito bem em termos de motivação. Sabemos que temos que estar muito concentrados. Temos que manter o equilíbrio porque não há como voltar atrás. Em caso de erros, o preço a se pagar é mais caro por causa do alto nível dos rivais", afirmou.

Sabella também se mostra satisfeito com o futebol apresentado por seu time na Copa, apesar das críticas recebidas pela imprensa local. Para o treinador, o time vem evoluindo a cada partida e, se repetir a performance contra a Nigéria, avançará sem sobressaltos. "Se jogarmos da mesma forma, teremos grandes chances, sem dúvida".

O técnico, contudo, admite que ainda há a necessidade de o time evoluir na competição. A defesa ainda não é tão eficiente quanto o ataque, o que pode colocar o time em perigo no mata-mata. "Se você defende mal, você ataca mal. E se ataca mal, fica desorganizado em campo. É preciso ter equilíbrio", ponderou.

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