Santos defende tabu e vai ao ataque

As estatísticas são favoráveis ao Santos, que não perde do Etti Jundiaí (ex- Paulista) há 79 anos, mas a partida de amanhã será realizada numa realidade diferente. O time do interior é dirigido por Giba, que já foi técnico dos santistas e conhece bem as armadilhas que a Vila Belmiro proporciona. Por isso, deve escalar um time muito fechado, na expectativa de segurar o resultado até a torcida perder a paciência e passar a pressionar os jogadores. Para contornar esse problema, Celso Roth escalou um time mais ofensivo, mas deu atenção especial à saída de bola do meio-de-campo. Para isso, tirou o volante marcador Paulo Almeida para a entrada de Renatinho na função de segundo-volante. "É preciso ter melhor qualidade de saída de bola", explicou o treinador, que escalou Esquerdinha e Diego na armação de jogadas de ataque. Celso Roth explicou que escala o time de acordo com o trabalho realizado nos treinamentos e com as características do adversário. No caso do Etti Jundiaí, optou por Diego. ?É a terceira vez que eu começo jogando e, nas duas anteriores, o time não venceu e não marquei gols. Isso ofusca um pouco", disse o meia, esperando que "desta vez, seja diferente". Preto também estava animado em voltar ao time principal, na vaga de Odvan, que cumpre suspensão automática. "Trabalhamos bastante para evitar que o adversário marque gols em bolas cruzadas das laterais", disse ele. Essa preocupação ficou bem evidente nos treinamentos fortes realizados esta semana, mas o ataque também recebeu cuidado especial. "É preciso maior qualidade na finalização das jogadas", explicou Celso Roth. Se dependesse dos atacantes, o Santos não teria marcado gols nas últimas quatro partidas, em que só jogadores da defesa e do meio-de-campo marcaram. Para Oséas, "isso é muito bom, porque o time não fica na dependência de um ou dois jogadores; faz um trabalho de equipe". Na partida de amanhã, Oséas atuará ao lado de Robert, que marcou dois gols contra o Botafogo, quando jogou mais adiantado. "A responsabilidade pela marcação diminui; é pegar a bola e sair para cima do adversário".

Agencia Estado,

19 Março 2002 | 19h19

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