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Santos e São Paulo fazem 'clássico dos desfalques' na Vila

Time da casa tem cinco na seleção; Ganso e Michel Bastos fora

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Gonçalo Junior

27 Março 2016 | 13h25

Escalar Santos e São Paulo para o clássico de hoje, na Vila Belmiro, tornou-se um exercício de adivinhação para os torcedores diante de tantos desfalques. Existem pistas, mas não dá para cravar como Dorival Junior vai montar o time sem os cinco titulares que estão na seleção; também é difícil descobrir como Edgardo Bauza vai se organizar sem Ganso, o astro da temporada, lesionados importantes, como Michel Bastos, e outros também na seleção. O clássico, portanto, será disputado com poucas estrelas.

O São Paulo tem várias baixas por lesão, como Rogério, Breno, Wesley e Michel Bastos, que chegou a treinar entre os titulares durante a semana, mas sentiu novamente a lesão na coxa direita. Além disso, foram convocados para as seleções (Mena e Rodrigo Caio). A principal ausência, no entanto, é Ganso, artilheiro da temporada, que vai cumprir suspensão.

O São Paulo encara um tabu na Vila, já são sete anos sem vitórias. O último triunfo foi em outubro de 2009 pelo Campeonato Brasileiro. De lá para cá, 10 jogos no estádio, com sete vitórias do Santos e três empates.

Nesse cenário, o argentino Jonathan Calleri será um das estrelas solitárias. Herói da vitória contra o Botafogo, ele encerrou um jejum de onze jogos e quer resgatar a boa impressão inicial, quando anotou três gols nos dois primeiros jogos.

A dor de cabeça é maior do lado santista. Ricardo Oliveira, Lucas Lima e agora Gabriel estão na seleção principal; Thiago Maia e Zeca foram chamados para o time olímpico. Eles formam a espinha dorsal da equipe. Duas peças já estão praticamente confirmadas. Joel será o substituto de Ricardo Oliveira e Alison herdará a vaga de Thiago Maia. Dorival Junior tenta ver o lado bom. “Temos que colocar na cabeça que temos cinco jogadores que estavam fora e terão uma chance. Na verdade, são cinco reforços”, disse o técnico.

Ao contrário das campanhas recentes, quando se destacava pelos ataques infernais, o Santos de 2016 brilha mais na defesa. Já são quatro jogos seguidos sem tomar gols. “Todos se empenhando na marcação. Acho que isso ajuda muito e fortalece um sistema ofensivo”, diz o zagueiro Gustavo Henrique.

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Gonçalo Junior

27 Março 2016 | 07h00

O Santos diminuiu o preço dos ingressos para atrair torcedores para o clássico deste domingo. As arquibancadas foram reduzidas de 60 para 40 reais. Mesmo assim, a expectativa da diretoria é de cerca de 12 mil torcedores. O São Paulo também sofre com a falta de público. No último jogo, a vitória diante do Botafogo teve o menor público desde 2005, com 2.970 espectadores no Pacaembu. 

A falta de público tem sido um problema das duas equipes na temporada. Tirar jogos da Vila Belmiro e levá-los para o Pacaembu é uma prática comum no Santos há vários anos para contornar o problema. Com média histórica na casa de oito mil pagantes em seu estádio, o clube procura aproveitar a maior capacidade do Pacaembu para atrair mais público. 

Em São Paulo, o público tem sido satisfatório, mas a renda, não. A diretoria do Santos comemorou os 16.035 pagantes na vitória por 1 a 0 sobre o Água Santa, mas perdeu o entusiasmo diante da arrecadação. Os ingressos mais baratos – R$ 20 (no Tobogã, com R$ 10 a meia) – geraram uma renda de R$ 436.880, valor considerado baixo pela cúpula do clube. No clássico com o Corinthians, disputado na Vila Belmiro, apenas 9.635 pessoas compareceram, mas a renda foi de R$ 382.880. 

O presidente Modesto Roma Junior não abre mão da Vila nos jogos decisivos. Os jogadores também preferem o Alçapão. “A torcida fica mais próxima e joga junto com a gente. A Vila é a nossa casa”, diz o zagueiro Gustavo Henrique. 

MORUMBI

O São Paulo comemora o fim da reforma do Morumbi não apenas pela questão emocional de atuar em seu estádio. O motivo principal é financeiro. Nos sete jogos no Pacaembu pelo Campeonato Paulista, o São Paulo teve prejuízo total de quase R$ 100 mil. 

Apenas quatro jogos deram lucro, mas não conseguiram equilibrar as contas do time tricolor. Contra o Botafogo-SP, na quarta-feira, o prejuízo foi de R$ 131.120. 

A diretoria aponta várias razões para o baixo público, desde a crise econômica do País até as más atuações da equipe. “A derrota para o The Strongest deixou o torcedor um pouco desanimado”, afirmou o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. 

Na próxima partida como mandante, dia 2 de abril, diante do Oeste, o São Paulo vai atuar no Morumbi. “É o reforço que faltava. É a nossa casa, e somos mais fortes jogando lá”, diz o zagueiro Diego Lugano. 

Os números mostram a importância do estádio para o clube. No total, o São Paulo já disputou 1.598 partidas no local, com aproveitamento de 67%: 947 vitórias, 391 empates e 260 derrotas. 

Dentre as inovações, estão as substituições das traves, que agora serão no padrão Fifa, e o ajuste no tamanho do gramado. O campo do Morumbi media 108,25 m x 72,70 m, mas depois das obras também será padrão Fifa: 105 m x 68 m. A nova demarcação de linhas do campo utiliza um moderno sistema.

 

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