Tiago Queiroz/ Estadão
Tiago Queiroz/ Estadão

Santos marca volta ao Pacaembu para 7 de junho, mas quer evitar briga por estádio

Presidente Modesto Roma Júnior pensa em mandar o duelo com o Botafogo na capital paulista

Leandro Silveira, Estadão Conteúdo

09 Maio 2017 | 08h06

O Santos já definiu quando voltará a jogar no Pacaembu. Convivendo com grandes públicos no estádio paulistano e casa vazia na Vila Belmiro, o presidente Modesto Roma Júnior revelou que a intenção do clube é mandar o duelo com o Botafogo, em 7 de junho, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro, na capital.

Até lá, o Santos tem três jogos agendados para a Vila Belmiro. São dois compromissos pelo Brasileirão, diante de Coritiba e Cruzeiro, nos dias 20 e 28, ambos em finais de semana, e outro pela Copa Libertadores, contra o Sporting Cristal, no dia 23, no fechamento do Grupo 2 do torneio continental.

Modesto não esconde que está preocupado com os baixos públicos registrados pelo Santos na Vila Belmiro em 2017. E o sinal amarelo para o dirigente acendeu de vez no último compromisso do time no seu estádio, em 26 de abril, quando a vitória por 2 a 0 sobre o Paysandu, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, só atraiu 6.266 torcedores, mesmo com uma promoção em que sócios em dia com suas mensalidades não precisavam pagar pelos seus ingressos.

Em oito partidas na Vila Belmiro em 2017, o Santos só atraiu 64.085 torcedores, com uma média de 8.011 pessoas. E em apenas três compromissos - o jogo de abertura do Campeonato Paulista, o clássico com o São Paulo pelo torneio estadual e o confronto com o The Strongest pela Libertadores - o estádio recebeu mais de dez mil espectadores.

"Vou usar o slogan do nosso patrocinador: 'Vem para a Vila você também'. Acho importante ter a Vila cheia. É um momento importante, é importante para os atletas a casa cheia", afirmou o dirigente durante o lançamento do novo programa de sócio-torcedor do clube.

A situação é oposta da vivida no Pacaembu, a ponto de um amistoso de início de temporada, diante do modesto marroquino Kenitra, só não ter atraído mais gente do que dois dos nove jogos já disputados em 2017 na Vila Belmiro. E além da casa cheia - no seu melhor público no ano, o time atraiu 33.236 pagantes em duelo com a Ponte Preta -, são 19 vitórias consecutivas no estádio.

O apoio das arquibancadas já contagiou até o técnico Dorival Júnior, que fez elogios ao comportamento do público após a sofrida vitória por 3 a 2 sobre o Independiente Santa Fe, na quinta-feira passada. "A torcida do Santos deu show aqui dentro. Participando desse jeito, o torcedor vai ajudar e muito na recuperação da equipe", comentou o treinador, satisfeito com o incentivo dos 26.153 pagantes naquela noite.

Modesto reconhece o crescimento do apelo para que o Santos leve mais jogos ao Pacaembu. Mas destaca que há vários fatores que pesam na decisão do departamento de futebol de levar jogos para a capital - o próximo será em um meio de semana. O dirigente já admite, porém, que o time tem mesmo duas "casas" e só não quer ver o torcedor dividido entre a capital e a Baixada Santista.

"São dois estádios que temos que agregar e não dividir. Temos que jogar nos dois. Esse é o planejamento, quando puder ser em São Paulo, será, mas sem briguinha. O Santos, jogue onde jogar, é o leão do mar", concluiu Modesto, tentando balancear a presença do Santos no seu tradicional estádio com o apelo provocado pelos bons públicos no Pacaembu.

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