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Santos supera Palmeiras em clássico e fecha 1ª fase na liderança geral

Gonçalo Junior - O Estado de S. Paulo

23 Março 2014 | 18h 01

Time de Oswaldo de Oliveira pode pegar o São Paulo na semifinal

SANTOS - A vitória segura sobre o Palmeiras por 2 a 1 na Vila Belmiro mostrou que o Santos é mesmo o melhor time paulista no momento. A equipe chegou aos 36 pontos e foi o líder da fase de classificação. Embora a conquista seja simbólica – ganhou o direito de decidir em casa até a final –, o time de Oswaldo de Oliveira se fortaleceu psicologicamente e ganhou moral. Mostrou também que não está preocupado com os próximos cruzamentos – se os grandes vencerem, deve pegar o São Paulo nas semifinais. Com tudo o que mostrou, o Santos não tem mesmo o que temer.

O jogo mais esperado da fase de classificação começou com uma interrogação: os dois melhores times do torneio corresponderiam à expectativa mesmo com escalações tão modificadas? No caso do Santos, a resposta foi sim; no do Palmeiras, mais ou menos.

Oswaldo decidiu preservar, por exemplo, Damião e Cícero (Arouca já estava machucado). Para compensar, acelerou ainda mais seu jogo e buscou as pontas, principalmente o lado direito. Sempre foi mais ativo e entusiasmado, impondo seu jeito de jogar.

O Palmeiras, que não teve Fernando Prass, França e Wesley (contundidos) e Wendel (poupado), sofreu com a lentidão dos marcadores e mostrou problemas na armação das jogadas. Valdivia ficou sobrecarregado na criação, porque Bruno César foi apenas coadjuvante. Poucas vezes o Palmeiras colocou a bola no chão para jogar. Nervoso com a boa marcação santista e o jogo adverso, o chileno levou um cartão amarelo por falta em David Braz.

Essa vantagem tática santista começou a se estabelecer no placar a partir dos 24 minutos, quando Neto ganhou pelo alto de Marcelo Oliveira e abriu o placar após cobrança de escanteio. A defesa do Palmeiras reclamou de falta, sem razão.

Onze minutos depois, o esquema ofensivo do Santos funcionou: Geuvânio fez belo lançamento, Thiago Ribeiro deixou os zagueiros comendo poeira e marcou o segundo tento.

Entre os dois gols santistas, no único lance em que o Palmeiras tocou a bola, Alan Kardec acertou um belo chute, Aranha triscou e bola bateu na trave. Foi a solitária chance verde no primeiro tempo.

Contrariando as expectativas de que apenas seguraria a vantagem, o Santos continuou com o leme do jogo nas mãos. Os passes, no entanto, não foram tão precisos e as chances de gol, rarearam. Foi o goleiro Aranha que impediu que o Palmeiras mudasse a cara da partida com duas grandes defesas. A primeira, aos 13, nos pés de Bruno César; a segunda, perto dos 30, em um chute de Alan Kardec.

Aos 43, tardiamente, o atacante do Palmeiras levou a melhor. Cabeceou para o chão, fez o gol e elevou a temperatura dos últimos cinco minutos. O trunfo, no entanto, era apenas a bola aérea. Pouco para quem estava diante do melhor time do Campeonato Paulista.

FICHA TÉCNICA:

SANTOS 2 x 1 PALMEIRAS

SANTOS - Aranha; Bruno Peres, Neto, David Braz e Mena; Alison (Lucas Otávio), Alan Santos e Gabriel (Lucas Lima); Rildo, Thiago Ribeiro e Geuvânio (Diego Cardoso). Técnico - Oswaldo de Oliveira.

PALMEIRAS - Bruno; Bruninho, Tiago Alves, Lúcio e Juninho; Eguren (Felipe Menezes), Marcelo Oliveira, Bruno César (Patrick Vieira) e Valdivia; Leandro (Vinícius) e Alan Kardec.

Técnico - Gilson Kleina.

GOLS - Neto, aos 24, e Thiago Ribeiro, aos 35 do primeiro tempo; Alan Kardec, aos 43 do segundo tempo.

ÁRBITRO - Luiz Flavio de Oliveira.

CARTÕES AMARELOS - Valdivia, Gabriel, Alison, Eguren, Neto e Thiago Ribeiro

RENDA - R$ 369.066,00.

PÚBLICO - 12.179 pagantes.

LOCAL - Vila Belmiro, em Santos (SP).