Gabriela Bilo/Estadão
Gabriela Bilo/Estadão

Santos vê força do ataque como razão para bom momento do time

Com 22 gols marcados, equipe tem melhor ataque do Paulistão

SANCHES FILHO, O Estado de S. Paulo

20 Março 2015 | 08h05

Cinco bons atacantes. Esse é o segredo do Santos, que começou o Campeonato Paulista sendo apontado como o pior dos grandes e a cinco rodadas do encerramento da fase de classificação, menos de dois meses depois da estreia na temporada, é o primeiro a se classificar às quartas de final, com o melhor aproveitamento ofensivo do Estadual, com 22 gols marcados.

A fartura de bons jogadores para o ataque levou Enderson Moreira a ser demitido por discordar publicamente das pressões que estaria sofrendo para escalar o mais novo do quinteto, Gabriel, o artilheiro do time em 2014 (anotou 21 gols) e grande aposta dos dirigentes.

Mas, se o Santos vai bem, deve muito ao endiabrado Robinho, em fase de artilheiro, depois de ter ficado sem marcar nas primeiras cinco rodadas do Paulistão, marcou dois contra a Portuguesa e repetiu a dose diante do Linense. Suas últimas apresentações empolgam o torcedor santista e levaram Dunga a convocá-lo para os amistosos da seleção contra França e Chile, nos dias 26 e 29, respectivamente.

O futebol de Gabriel murchou no Sul-Americano Sub-20 e o início da reação pode ter sido contra o Marília, quando fez um dos quatro gols da vitória santista e deu assistência para mais dois. Thiago Ribeiro é outro que volta a ser útil, depois de ter sido considerado moeda de troca ao Fluminense na negociação para levar Walter para a Vila Belmiro. Ele foi o centroavante do time alternativo que enfrentou o Marília e fez dois gols.

"Na montagem do novo time, o Santos se preocupou em ter dois bons jogadores por posição para que sempre haja competitividade sadia no grupo, sem o perigo de acomodação", disse o CEO Dagoberto Santos, o homem forte do futebol santista. Para o ataque, a nova administração santista sentiu a necessidade de achar um goleador bom e barato para ocupar a vaga de Leandro Damião, que frustrou a torcida em 2014 e foi emprestado ao Cruzeiro.

E novamente Robinho entrou em ação, indicando o seu ex-companheiro de ataque no Santos de 2003 (vice-campeão da Copa Libertadores), Ricardo de Oliveira. Com 34 anos de idade e determinado a voltar a atuar no futebol brasileiro, depois de quatro temporadas no exterior, o jogador chegou de graça à Vila Belmiro e aceitou o salário de R$ 50 mil por mês até o fim do Campeonato Paulista, com a certeza de que será aprovado e terá um contrato mais longo e com salário de titular de time grande, o que está muito perto de acontecer.

"Não faço plano para me aposentar. Eu me sinto como se tivesse 27, 28 anos e a minha preferência é ficar no Santos e ajudar na conquista de títulos", disse Ricardo Oliveira, que reencontrou o caminho das redes nos últimos jogos e já soma quatro gols (um contra o Red Bull, dois contra o Botafogo de Ribeirão e um diante do Palmeiras).

Geuvânio, como Robinho, mantém-se como titular por ser um atacante raro de lado de campo, que dribla em velocidade, entra na diagonal e finaliza bem. "Caveirinha", como é chamado pelos companheiros, ainda não repetiu o futebol que mostrou na fase de classificação do Paulistão do ano passado, mas figura sempre entre os melhores do time.

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