REUTERS/Andres Stapff
REUTERS/Andres Stapff

Santos vê 'mancha na carreira' de uruguaio que bateu de propósito em Rodrygo

Clube paulista condenou atitude do lateral Jorge Fucile, que assumiu ter partido para a violência intencionalmente para tirar atacante de campo

O Estado de S.Paulo

02 Maio 2018 | 16h02

O Santos emitiu uma nota nesta quarta-feira em que condena a atitude do lateral Jorge Fucile, do Nacional, que assumiu ter batido intencionalmente no jovem atacante Rodrygo durante a partida pelo Grupo F da Libertadores, na terça, em que os paulistas foram derrotados por 1 a 0.

Lateral do Nacional admite que tirou Rodrygo de campo após levar três canetas

De acordo com o clube. o jogador uruguaio ganha uma "mancha na carreira". Após o jogo, o lateral afirmou que ficou cansado de ser driblado por Rodrygo e bateu intencionalmente no atleta do Santos para tirá-lo da partida. Rodrygo terá de passar por exames para avaliar a gravidade da entorse no tornolezo esquerdo. 

"Dar e tomar dribles faz parte", informou o clube. "Tomar três dribles desconcertantes de um novo craque do mundo do futebol não significa uma mancha na carreira. Mas tirar esse craque de campo, com uma falta grave, e reconhecer que o tirou por não saber como não tomar o quarto drible, isso é."

O clube ainda afirmou que Fucile não agiu com respeito e citou fala do técnico Jair Ventura, que disse que a técnica não pode perder para a violência. "(Rodrygo) passará por exames assim que chegar ao Brasil. Fará isso para saber a gravidade da contusão que só existiu porque um adversário não sabe ainda, já em final de carreira e mesmo ainda jogando por um dos clubes mais tradicionais do esporte, que respeito à um colega de profissão é elementar."

 

"Como afirmou nosso técnico Jair Ventura: 'A técnica não pode perder para a violência'", cita o clube. "E se depender do Santos FC isso nunca acontecerá. Nem sempre ganhamos, é verdade. Mas nos entristecemos ao ver decisões como as tomadas pelo jogador uruguaio. Nossos Rodrygos não pararão. Nem com ameaças, nem com faltas, nem com exageros. Nem mesmo com Fucile."

"Não havia outra maneira de tirá-lo do campo. Só assim consegui tirá-lo e a partir daí a partida ficou tranquila", disse Fucile em entrevista após o jogo. "Levei três canetas, pela primeira vez na história levei três canetas em uma partida. Na verdade tenho que aplaudir porque nenhum jogador conseguiu fazer isso até então. O Rodrygo vai colocar o vídeo e assistir todos os dias."

Mesmo com a derrota, o Santos continua na liderança do Grupo F da Libertadores, com 9 pontos, contra 8 do Nacional, que está em segundo. O Santos volta a campo pela competição continental no dia 24, quando receberá o Real Garcilaso pela última rodada da fase de grupos. 

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