São Paulo abre o cofre para ter Régis

O São Paulo pode não ser o "Federal Reserve", como ironizou o dirigente corintiano Antonio Roque Citadini, mas o dinheiro parece estar brotando no Morumbi. A diretoria do clube se propôs, nesta terça-feira, a pagar a dívida que o Fluminense tem com o zagueiro Régis para definir sua contratação. Os cariocas lhe devem R$ 350 mil. Os são-paulinos esperam uma resposta do jogador amanhã para anunciá-lo como novo reforço. Se tudo for definido, Reginaldo Cachorrão vai para as Laranjeiras. O técnico Oswaldo de Oliveira pediu a permanência de Wilson, que também poderia ir para o Rio. Régis será o penúltimo reforço do São Paulo para o Campeonato Brasileiro. O clube espera trazer um meia até o fim da semana. Os dirigentes continuam bastante confiantes na chegada do corintiano Ricardinho, embora Citadini diga que o atleta não vai para o Morumbi. Os dirigentes são-paulinos se apóiam no fato de Ricardinho não querer permanecer no Parque São Jorge. Apesar de ser grato ao clube, o meia acha que seu ciclo acabou, conforme disse a amigos. E, até agora, nenhuma sondagem do futebol europeu, como a do Leeds United, da Inglaterra, o seduziu. Embora a atual diretoria do São Paulo venha recebendo elogios de boa parte dos conselheiros por estar tentando montar um bom time - trouxe de volta Luís Fabiano, manteve Reinaldo e contratou Jorginho Paulista e Leandro -, dirigentes da gestão passada temem que o clube entre em colapso financeiro. "O São Paulo não tinha tanto dinheiro em caixa para estar esbanjando dessa maneira", afirmou um cartola que trabalhou com o ex-presidente Paulo Amaral. Nesta terça-feira, o atacante Leandro completou 25 anos e recebeu a tradicional ovada. O jogador, que iniciará o Campeonato Brasileiro como reserva, ficou satisfeito com a festa dos companheiros. Apesar de estar no clube há apenas uma semana, já se mostra ambientando com o grupo.

Agencia Estado,

06 Agosto 2002 | 19h48

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