São Paulo busca conter favoritismo

Se diante do Flamengo do Piauí, pela Copa do Brasil, o desafio do técnico do São Paulo, Nelsinho Baptista, era fazer com que seu time mantivesse o ritmo durante todo o jogo, neste domingo, às 16 horas, contra o América-RJ, pelo Rio-São Paulo, a missão é outra: não tropeçar no favoritismo. Além de jogar em casa, a equipe do Morumbi, dona do melhor ataque, com 22 gols marcados, terá pela frente a pior defesa do campeonato. Até aqui, os cariocas sofreram 26. Na competição nacional o trabalho deu resultado e os paulistas venceram por 5 a 0. Pois é exatamente essa diferença de rendimento que preocupa a comissão técnica. E mais uma vez o exemplo é o Palmeiras. Diante do Treze de Campina Grande e do Flamengo-PI, Nelsinho procurou motivar seus atletas ao citar a trágica eliminação dos palmeirenses diante do ASA, de Arapiraca. Agora, é a vez de lembrar o sufoco sofrido pelo rival diante do América-RJ, em pleno Palestra Itália. O Palmeiras venceu, mas sofreu três dos cinco gols marcados pelo ?Diabo? na competição. A partida terminou com o placar de 4 a 3. Para o zagueiro Emerson, o time precisa estar consciente de que é superior tecnicamente. Mas isso não pode fazer com que os jogadores são-paulinos se acomodem no campo achando que podem vencer o jogo quando bem entenderem. "É preciso manter a concentração durante todo o tempo", disse. "Quem mais tem a perder somos nós. Por isso, temos de jogar com seriedade e conquistar os três pontos." Emerson tem razão. Embora tenha o ataque mais positivo, o São Paulo ocupa a quarta colocação na classificação, com 14 pontos. Está atrás do Palmeiras, com 16, e Corinthians e Botafogo-RJ, que, embora com o mesmo número de pontos do Tricolor, têm melhor saldo de gols: 9 e 8, respectivamente, diante dos 6 da equipe do Morumbi. Desafio - A ausência do lateral-esquerdo Gustavo Nery, que vai cumprir suspensão automática pela expulsão na estréia do Torneio Rio-São Paulo, diante do Etti Jundiaí (ele pegou dois jogos), não é o principal problema do técnico Nelsinho Baptista. Ele já começou a montar uma estratégia de emergência para superar as ausências futuras dos ?convocáveis? Kaká, Rogério Ceni, Belletti e França.

Agencia Estado,

02 Março 2002 | 15h37

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