Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

São Paulo busca vitória contra o Sport em 'até logo' ao Morumbi

Por causa de shows, time fará mando de campo no estádio do Pacaembu e só retornará na última rodada do Brasileirão

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2017 | 07h00

O jogo deste domingo contra o Sport marcará a despedida temporária do São Paulo do estádio do Morumbi. Isso porque o estádio receberá uma sequência de shows durante os meses de outubro e novembro e, por isso, o time fará mando de campo no estádio do Pacaembu em cinco jogos.

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O São Paulo só jogará de novo no Morumbi no dia 3 de dezembro, contra o Bahia, pela última rodada do Brasileirão. Antes disso, enfrentará Atlético-PR (14 de outubro), Flamengo (22 de outubro), Santos (29 de outubro), Chapecoense (8 de novembro) e Botafogo (19 de novembro) no estádio municipal.

Com a mudança, o São Paulo deverá diminuir sua média de público, que atualmente, com 32,9 mil pessoas por jogo, está atrás apenas do Corinthians. No Morumbi, o time conseguiu quebrar quatro recordes de público nesta edição do Campeonato Brasileiro. No domingo passado, levou mais de 61 mil torcedores ao estádio, recorde do futebol brasileiro no ano. No Pacaembu, a capacidade é de 40.199 torcedores.

A “despedida” deve registrar mais um grande público no estádio. O jogo marcará a estreia do novo uniforme do São Paulo, que homenageia os 30 anos de fundação do Centro de Treinamentos do clube, que serão comemorados em abril de 2018.

Para o técnico Dorival Junior, a mudança de campo não afetará o time. “Não acho que perderemos a força saindo do Morumbi. Não vejo problema nenhum em atuarmos no Pacaembu. Isso já estava programado e o torcedor do São Paulo está dando exemplo, acreditando no time e mostrando confiança. O São Paulo quer retribuir por tudo que tem sido feito.” 

O goleiro Sidão aposta que a torcida continuará comparecendo em grande quantidade para apoiar o time. “A torcida tem feito a diferença e no Pacaembu também vai ser assim.”

No Pacaembu, o time tentará fazer valer seu bom retrospecto como “inquilino”. O desempenho do São Paulo no estádio é, proporcionalmente, superior ao apresentado no Morumbi. Em 675 jogos como mandante no gramado municipal, o clube tricolor venceu 434 e empatou 136, obtendo 71% de aproveitamento. Em seu próprio estádio, o time tem 68% de aproveitamento nos 1.540 jogos.

No ano passado, o Pacaembu foi a casa do São Paulo por 11 partidas. Foram sete vitórias e quatro derrotas, um aproveitamento de 63,6%. Nos últimos cinco jogos, perdeu por 3 a 1 para o São Bernardo, por 2 a 0 para o Palmeiras e derrotou o Botafogo por 1 a 0 pelo Campeonato Paulista e, no Campeonato Brasileiro, foi superado pelo Santos por 1 a 0 e goleou o Santa Cruz por 5 a 0.

‘Trio de Ferro’ vê diferentes formas de lucrar com estádios

Os três grandes times de São Paulo veem a oportunidade de seus estádios sediarem grandes eventos de formas diferentes. No Morumbi, o valor arrecadado com alugueis para shows e outros espetáculos é todo do São Paulo. O clube não revela detalhes dos contratos de locação. Neste ano, receberá o festival VillaMix (7 de outubro) e shows da banda U2 (19, 21, 22 e 25 do mesmo mês) e do cantor Bruno Mars (22 e 23 de novembro). 

No Corinthians, o grande desafio é quitar a construção da Arena em Itaquera sem que isso prejudique as finanças do clube. Mas lá, a prioridade é o futebol. Por isso, não são realizados shows ou qualquer outra atividade no gramado. Em dias sem jogos, os camarotes da Arena recebem eventos corporativos.

O estádio do Palmeiras, o Allianz Parque, tem uma agenda quase lotada de shows e eventos. O time fica com 20% da receita bruta da locação do espaço e, a cada cinco anos, esta participação cresce 5%. Além disso, o time recebe uma compensação por jogar longe de casa, quando há conflito de agendas. O Palmeiras recebe 50% da receita bruta que o clube tem no outro estádio, além de 20% da receita bruta da locação do Allianz para o show. Ainda neste ano, o estádio receberá Paul McCartney (15 de outubro), John Mayer (18 de outubro), as bandas Coldplay (7 e 8 de novembro) e Deep Purple (13 de dezembro) e o festival Nova Brasil (19 de novembro).

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