São Paulo chega quase desapercebido na Argentina

Ansiedade em La Plata, mágoa em Quilmes e total indiferença em Buenos Aires. Assim, as três cidades reagem à partida desta quarta-feira entre Estudiantes e São Paulo. A idéia de que é um encontro entre dois tricampeões só persiste em La Plata. Longe dali, há uma certeza de que o São Paulo vence. ?Eu sou de Boca e torço para o São Paulo para que impeça o River de ganhar. O Estudiantes é difícil no campo deles, mas nós ganhamos deles por 4 a 0?, diz Gonzalo Mateo, funcionário da alfândega. Os jornais de Buenos Aires dão pouquíssimo destaque ao jogo. A maior parte do espaço é dividido entre os festejos do Boca, que foi bicampeão nacional no domingo, e os preparativos do River Plate, que joga nesta quarta-feira contra o Libertad, do Paraguai. O Vélez, que enfrenta o Chivas, também merece uma cobertura razoável. Ao Estudiantes, meia página, lá no final do caderno de esportes. A chegada do São Paulo foi muito tranqüila. Os jogadores saíram como se fossem participantes de algum congresso de vendedores de panela de pressão. Nada de imprensa - apenas um câmera, sem repórter, fazia algumas tomadas - e nada de torcida. Em La Plata, há um clima de que é possível surpreender, principalmente depois da eliminação do Goiás nas oitavas-de-final. Há muita confiança em Calderón, atacante de 35 anos que fez o gol salvador em Goiânia. O Estudiantes aposta tudo na Libertadores, mesmo porque sua única chance de disputá-la no ano que vem é ser campeão esse ano. O time está em 12.º lugar no campeonato local, que tem ainda uma rodada. Na última, empatou por 1 a 1 com o Rosário Central, jogando com dez reservas. Quem deve estar na Libdertadores de 2007 é o Gimnasia, também de La Plata, grande inimigo do Estudiantes. Mesmo assim, haverá 20 mil torcedores do Estudiantes percorrendo a distância de 35 quilômetros de La Plata até Quilmes. Para desgosto de Juan Carlos Rodrígues, administrador do estádio do Quilmes. ?Se dependesse de nós, o São Paulo nunca pisaria em nosso estádio. Fomos muito maltratados no Morumbi com aquele caso do Desabato no ano passado. Prenderam nosso jogador por uma questão normal, que não deveria sair de campo. Mas o Estudiantes pediu e cedemos o campo. É uma pena que a gente tenha de aceitar isso.?

Agencia Estado,

09 Maio 2006 | 17h35

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