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São Paulo deve ter força máxima para decisão da Sul-Americana

Fernando Faro - O Estado de S. Paulo

03 Setembro 2014 | 07h 00

Distância do Cruzeiro no Brasileiro e chance de título fazem Muricy Ramalho esquecer time misto e decidir usar o que tiver de melhor

O aparente desprezo de parte da diretoria pela Copa Sul-Americana não deve impedir que o São Paulo tenha força máxima para o jogo desta quinta-feira contra o Criciúma. Derrotado por 2 a 1 no jogo de ida, o Tricolor precisa vencer para passar de fase e não jogar fora o que muitos veem como a única chance de título no ano. Por isso, Muricy Ramalho deve desistir da ideia de escalar o time misto.

Foi Carlos Miguel Aidar quem deu a senha para o tratamento inicial que seria dado pelo clube à competição. Ao dizer que "a Copa do Brasil é mais importante", que a disputa continental "te leva a cada fim de mundo" e "atrapalham muito o time na disputa do Brasileiro", o presidente indicou que o foco deveria ser todo no Nacional, conquistado pela última vez em 2008. Muricy Ramalho também não é fã da competição e desde o ano passado indicava a contrariedade em ter que disputá-la.

Acontece que nem mesmo as quatro vitórias seguidas fizeram o time se aproximar da liderança - o Cruzeiro navega soberano com nove pontos de vantagem na ponta - e até mesmo os diretores acham difícil reverter o cenário. Restaria, portanto, a Sul-Americana, que além de ser um título internacional, dá uma vaga à Libertadores de 2015.

José Patrício/Estadão
Muricy está pressionado a escalar titulares

De quebra, o clube tem colecionado vexames no Morumbi: nos últimos dez meses, o time caiu para Ponte Preta (Sul-Americana 2012), Penapolense (Paulista) e Bragantino (Copa do Brasil) jogando em casa. Destes, apenas o duelo contra a equipe de Campinas não foi decidido no Morumbi, mas o Tricolor perdeu o jogo em casa por 3 a 1 para a rival, já rebaixada à Série B naquela altura.

"Quando ganhamos em 2012 foi uma festa enorme. Agora querem minimizar por quê? É desmerecer nosso próprio patrimônio", resumiu um dos diretores ouvidos pela reportagem.

Dessa forma, só não estará em campo quem não tiver condições físicas; descansar atletas como aconteceu no jogo de ida é improvável, o que não quer dizer que o time não possa vir a ter algum desfalque de última hora. O time faz nesta quarta seu único trabalho tático antes do duelo.