São Paulo: uma incógnita contra Lusa

O jogo da seleção brasileira contra a Islândia fez com que o time do São Paulo seja uma verdadeira incógnita no clássico contra a Portuguesa, neste domingo, no Morumbi, pelo Torneio Rio-São Paulo. O time comandado por Nelsinho Baptista, por vir de uma série de goleadas, seria teoricamente favorito, mas alguns fatores são ameaçam a harmonia do time. A principal dúvida é a presença de Rogério Ceni, que no domingo contundiu o tornozelo. O jogador deve fazer de tudo para estar em campo e garantir uma segunda convocação para a seleção. Se não puder jogar, Roger terá a grande oportunidade de livrar-se do fantasma da derrota do time por 7 a 2 em 1998, jogo em que atuou como titular. O jogo, sem dúvida, será um grande desafio para o atacante França, que, assim como o reserva Belletti, terá de superar o desânimo após uma atuação sem brilho na seleção. A compensação pode vir com o meia Kaká, que veio embalado pelos elogios e animado com o gol que marcou contra os islandeses. Voltar a respirar ou entrar na UTI. Esta é a situação da Portuguesa no clássico. Na última colocação entre os paulistas, somente 10 pontos, o time do Canindé ou vence e continua sonhando com a classificação ou começa a conviver com o fantasma do rebaixamento à Serie A do Campeonato Paulista de 2003. "Precisamos ganhar, mas sem loucuras. Nossa situação é difícil, os times paulistas como Guarani, Etti e São Caetano estão bem. Não é igual aos cariocas, que só precisam administrar pois o América já está praticamente rebaixado", disse o meia Evandro. "Se tivermos medo do São Paulo, entrarmos pensando em não ser goleado, é melhor ficar em casa dormindo," completou o volante Élson.

Agencia Estado,

09 Março 2002 | 14h54

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.