Sergio Castro/Estadão
Sergio Castro/Estadão

Pendurados, Cueva e Pratto podem disputar o clássico com o Corinthians

Jogadores do São Paulo vão disputar as eliminatórias por suas seleções e se tomarem cartão amarelo, estarão suspensos

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

07 Março 2017 | 07h03

O São Paulo não conseguiu reverter a decisão da Federação Paulista de Futebol (FPF) de marcar o clássico com o Corinthians para domingo, 26 de março, no Morumbi, em período de data Fifa. O time tricolor tem três convocados para o período - Cueva, Buffarini e Pratto -, mas existe uma possibilidade de contar com dois deles para o duelo.

O camisa 10 Cueva está pendurado na seleção do Peru. Ele será titular na partida do dia 23 contra a Venezuela, em Maturín, e caso receba o cartão amarelo, não poderá enfrentar o Uruguai no jogo seguinte. Já Lucas Pratto, se defender a Argentina contra o Chile na mesma data, em Buenos Aires, e também for punido com cartão, não enfrentará a Bolívia fora de casa.

Ou seja, se os dois estiverem suspensos, é bem provável que retornem ao São Paulo em condições de disputar o clássico com o Corinthians. Para o zagueiro Lugano, mesmo que o trio não esteja em campo, a partida será equilibrada. "Obviamente vão faltar três grandes jogadores, mas isso nos deixa muito tranquilos, porque o São Paulo tem muito respeito", afirmou o zagueiro.

Quando o São Paulo demonstrou que gostaria de adiar o clássico, o Corinthians já se posicionou contrário a tal decisão, mesmo também perdendo jogadores para a disputa estadual. A própria FPF desmembrou a tabela das últimas rodadas do Paulistão e manteve a partida para a data entre os confrontos de seleções pelas eliminatórias para a Copa do Mundo. Para Lugano, essa atitude do time rival já era imaginada.

"A gente nunca vai esperar um gesto de fair play no futebol brasileiro, principalmente de um dos rivais. Acho que é normal, porque nós da América do Sul não temos maturidade suficiente para algumas atitudes de fair play e grandeza. Vejo isso como normal e isso demostra o respeito com o São Paulo, sabendo que o rival quer aproveitar essa circunstância para jogar contra nós. É uma decisão que tinha de partir da federação", disse.

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