Segunda Academia faz o Palmeiras se manter no topo do futebol do País

Leivinha, Dudu, Ademir da Guia e César Maluco são alguns dos que fizeram com que o time alviverde continuasse a ser referência

Daniel Batista, Diego Salgado, Glauco de Pierri e Gustavo Zucchi, O Estado de S.Paulo

26 Agosto 2014 | 06h00

O ano de 1969 marcou o fim da Primeira Academia do Palmeiras e criou-se a dúvida sobre o que aconteceria com aquela fantástica equipe, que conquistou o futebol brasileiro e era uma das poucas que conseguia enfrentar de igual para igual Pelé. A saída de Valdir de Morais, Djalma Santos, Minuca, Servílio e Tupã, entre outros, poderia ser motivo de lamentações, mas teve um efeito contrário. Tendo Dudu, Ademir da Guia e César Maluco como remanescentes da primeira Academia, uma nova “seleção” foi criada e uma outra página da gloriosa história alviverde foi escrita.

Emerson Leão, Enrico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu, Ademir da Guia, Edu Bala e Nei; Leivinha e César Maluco. Esse esquadrão formado em 1971, comandado pelo técnico Osvaldo Brandão, manteve o Palmeiras no topo do futebol brasileiro.

“Não sei se foi o maior tirme da história do Palmeiras, mas até hoje nós somos lembrados e isso me dá muito orgulho. Foi um dos maiores esquadrões do time do Palmeiras. É que o Palmeiras tem uma história fantástica e com muitos grandes times. Mas as duas Academias e o time da Parmalat marcaram uma era”, disse Leivinha, um dos mais técnicos daquele time.

Em 1972, o Palmeiras ganhou tudo que disputou. As principais conquistas foram o Paulistão, conquistado de forma invicta, e o Brasileirão. No ano seguinte, mais uma vez ficou com a taça do campeonato nacional e com uma campanha espetacular: em 40 jogos, forma apenas três derrotas e 13 gols sofridos. Em 74, o time foi campeão paulista, com direito a requintes de crueldade sobre o maior rival. Na decisão, o Alviverde venceu o Corinthians por 1 a 0, gol de Ronaldo e manteve o arquirrival num jejum de títulos que já durava 20 anos.

Para Leivinha, o segredo daquele time era o fato de um completar o outro em campo. “Da defesa ao ataque, sempre tinha um que possuia um dom que o outro não tinha. O Luis Pereira era o técnico, enquanto o Alfredo era o pegado. Na lateral, o Eurico era o técnico e o Zeca era o que se preocupava mais com a defesa. No meio, então, a gente sempre brincava que o Dudu carregava o piano e o Ademir era quem tocava. Já no ataque, tinha eu, que era mais técnico e o César que era um centroavante nato, fazedor de gols. Claro, sem contar o Edu que era rápido de um lado do campo e o Nei corria pelo time”, analisou o meia-atacante, que, segundo o site oficial do Palmeiras, fez 263 jogos pelo clube e marcou 105 gols.

Leivinha acredita que o fato do time ser muito forte fisicamente também ajudou no sucesso da equipe. “Dificilmente a gente se machucava e isso facilitava no entrosamento”, explica. Sobre o futuro, ele acredita ser difícil surgir uma nova Academia, mas espera apenas que o time mostre força para sair dessa situação. “Queria que o time voltasse logo a ser competitivo. A fase não é boa, mas a diretoria mostra boa vontade e espero que as coisas possam se modificar para o bem”, projetou.

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