Seleção brasileira tem "plano de fuga" da agitação

A pequena cidade de Weggis pode ter dedicado grande parte de seus recursos e tempo nos últimos meses para se preparar para festejar a chegada da seleção brasileira para sua fase de preparação para a Copa do Mundo. Mas o técnico Carlos Alberto Parreira ameaça acabar com a bagunça se as festas programadas pelos organizadores atrapalharem os treinos da seleção. Phillipe Huber, dono da empresa que negociou a ida da seleção a Weggis, a Kentaro, revelou ao Portal Estadão que os organizadores contam com um local secreto para levar a seleção caso seja necessário treinar sem a presença dos torcedores. "O compromisso é com a preparação da seleção. Se houver necessidade ou se sentirmos dificuldades, iremos interromper a presença dos torcedores", afirmou Parrreira. Huber, irritado com as declarações, garantiu que a CBF sabia de tudo ao aceitar trazer o time para Weggis. "Está tudo nos contratos e ainda garantimos a segurança. Não vai haver necessidade de mudar os planos", afirmou. Parreira, durante a Copa das Confederações em 2005, na Alemanha, chegou a fechar os treinos diante do grande número de torcedores que cercaram a seleção. Para o empresário responsável por trazer a seleção a Weggis, se isso voltar a ocorrer, os ingressos já comprados pelos 42 mil torcedores que passarão pela cidade nas duas semanas terão suas entradas trocadas por ingressos para um dos dois amistosos que o Brasil disputará na Suíça antes da Copa. "Vamos resolver isso", garante.

Agencia Estado,

23 Maio 2006 | 16h07

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