Seleção fica isolada e longe dos fãs em Weggis

A seleção desembarcou nesta segunda-feira na Suíça, mas quase ninguém viu. Cerca de 200 brasileiros da região foram até o aeroporto de Zurique para receber o time do Brasil. Os jogadores, tratados como celebridades pela segurança local, não passaram nem perto do saguão e pularam do avião para o ônibus que os levou até Weggis. O mesmo ocorreu na chegada à pequena cidade na área de Lucerna. O veículo, escoltado por policiais, entrou no Park Weggis Hotel sem parar para os fãs. Em Zurique, os torcedores, quase todos brasileiros, reclamaram da falta de atenção dos jogadores. Em Weggis, apesar do clima de festa, pouca gente saiu de casa para esperar a equipe do Brasil. Apenas crianças e adolescentes da região foram ao hotel. E pouco puderam aproveitar. Para eles, pelo menos, valeu o fato de terem visto alguns jogadores de longe ou pela janelinha do ônibus. Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, parou por cerca de um minuto e acenou para o pequeno público, os fotógrafos e os cinegrafistas. Um grupo com oito jogadores chegou separado. Entre os quais estavam Kaká, Dida e Cafu, todos do Milan. Eles vieram diretamente da Itália, onde moram. Mas também não desceram do carro para falar com torcedores e jornalistas. O Park Weggis Hotel está totalmente fechado, com privacidade total para a seleção brasileira. Imprensa e moradores da cidade não entram. Ninguém se hospeda no estabelecimento até a data da saída da seleção, em 3 de junho. Os seguranças - cerca de 40 no hotel e 300 no total, incluindo os do estádio em Weggis - não tiveram quase nenhum trabalho. Mas foram rigorosos ao não permitir a entrada de jornalistas nas regiões internas do hotel. Os suíços e os brasileiros da região poderão ver seus ídolos pela primeira vez na tarde de quarta-feira, quando o time do Brasil começará os treinamentos no Estádio de Weggis. Exceção Apesar do rigor da segurança no hotel da seleção, a TV Globo tem o privilégio de ser a única empresa de comunicação do mundo a ter acesso ao luxuoso estabelecimento. Enquanto ninguém pode entrar no local, os jornalistas da empresa têm entrada liberada. Um funcionário do Park Hotel Weggis revelou que a determinação de liberar a entrada da Globo no local foi dada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Agencia Estado,

22 Maio 2006 | 15h05

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