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Sem poder, presidente da CBF não pode nem se pronunciar em Zurique

Entidade tenta evitar que o coronel Nunes fale com a imprensa

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Jamil Chade,
O Estado de S.Paulo

25 Fevereiro 2016 | 23h07

Sem poder, o presidente interino da CBF, coronel Antônio Nunes, agora também não tem voz. A entidade passou a blindar o cartola e impedir que dê declarações à imprensa. Nunes chegou à cidade de Zurique na terça-feira, para sua primeira visita à Fifa e para a eleição que ocorre amanhã. 

Se no primeiro dia de seu trabalho ele deu declarações, insistiu que desconhecia a corrupção no futebol e até apontou para o melhor jogador do mundo, Nunes agora não se atreve nem mesmo a dizer em quem vai votar. "Eles já falaram", respondeu o coronel à reportagem do Estado, sem explicar quem teria sido. 

A diretoria de Comunicação da CBF impediu jornalistas de chegar perto do cartola, ele te evitado sair de seu quarto e aperta o passo ao ser questionado pela reportagem do Estado sobre o motivo do silêncio.

Outro membro da CBF admitiu, na condição de anonimato. "Coitado, precisamos protege-lo", disse.

Na terça-feira, ao sair para jantar pela cidade de Zurique, o coronel tentou deixar um restaurante de comida típica suíça sem falar com os jornalistas. "Onde é que fica a porta?", perguntou. 

Marco Polo Del Nero, apesar de estar licenciado, é quem toma as decisões. O dirigente foi indiciado nos EUA por corrupção e é investigado pela Fifa.  Por isso, não deixa o Brasil, sob o risco de ser preso. Para evitar perder o controle da CBF, manobrou para colocar Nunes como presidente. 

Se ele não pode falar, o coronel pelo menos sairá de Zurique com uma diária de R$ 4 mil, dado pela Fifa. Outros dois dirigentes também viajaram, bancados pela Fifa. Um deles é o presidente da Federação do Acre, Antonio Aquino, além do presidente da Federação Baiana, Ednaldo Gomes. A CBF, como um todo, tem direito a US$ 3 mil, R$ 12 mil. Apenas para gastos como restaurantes ou compras.

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