José Cabezas/Reuters
José Cabezas/Reuters

'Sem querer treinar', Ronaldinho vive entre festas e viagens pelo mundo

Craque não disputa uma partida oficial desde setembro de 2015 e gasta seu tempo livre promovendo eventos

Felippe Scozzafave, O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2017 | 07h00

Ronaldinho ainda não se aposentou oficialmente, mas já vive uma vida de ex-jogador de futebol. Desde setembro de 2015, quando decidiu deixar o Fluminense, o craque se dedica a eventos em que pode mostrar toda a habilidade que o fez ser eleito o melhor jogador do mundo em duas oportunidades. Nesta quinta, por exemplo, ele será a estrela de um evento do Barcelona, time que defendeu, em uma rede de lojas em São Paulo.

Ronaldinho apresentará a linha exclusiva que a Centauro lançará do clube espanhol, onde fez história e é considerado um dos maiores ídolos de todos os tempos. A idolatria por ele na Catalunha é tão grande que o ex-camisa 10 é o jogador mais festejado no Barcelona Legends, time de masters da equipe, que se apresenta de vez em quando contra veteranos de outras equipes. Mesmo com 37 anos, quilos a mais e já alguns cabelos brancos, Ronaldinho continua dando um verdadeiro show, distribuindo “rolinhos’’, chapéus e fazendo a festa da torcida em cada um dos jogos.

Festa, aliás, sempre foi algo que o craque gostou e agora parece que aprendeu a monetizar com elas. Mesmo que a forma física não seja mais a mesma, a técnica com a bola continua apurada, com o jogador distribuindo assistências, toques de calcanhar, passes para um lado olhando para o outro, gols e arrancadas em velocidade. Tudo isso o torna uma atração que empolga fãs de futebol por todo o mundo. Até por isso, essa vem sendo sua grande ocupação de tempo e, além de empolgar os torcedores, deixa o seu bolso cada vez mais cheio. Na última semana, por exemplo, ele esteve de passagem pela América Central “arrastando multidões” por países como Honduras, Panamá e Costa Rica.

Não se sabe ao certo quanto Ronaldinho ganha por esse tipo de evento, mas não deve ser nada barato levar para sua festa um jogador com uma carreira tão brilhante quanto a do brasileiro eleito o melhor do mundo. Tudo deve estar tão tranquilo para ele, que, apesar de não descartar voltar a jogar profissionalmente, faz exigência, no mínimo, peculiar: não treinar.

"Conquistei quase tudo e não tenho um objetivo que me faça seguir treinando todos os dias. Jogo desde os sete anos de idade, mas se tiver uma equipe que me queira sem precisar treinar, então é possível voltar", disse ele, durante entrevista coletiva em El Salvador.

Em fevereiro, em viagem pelos Estados Unidos onde acompanhou o Jogo das Estrelas, da NBA, o jogador, que vinha de recentes negociações com o Coritiba, deixou claro que não pretendia mais jogar profissionalmente, pensando apenas em uma partida de despedida.

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