Marcos Brindicci|Reuters
Marcos Brindicci|Reuters

Situação de Centurión na Argentina fica complicada após acusação de violência contra mulher

Jogador está emprestado pelo São Paulo e Boca Juniors não deve mais comprar o atleta por 6,3 milhões de euros

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

25 Maio 2017 | 18h52

O São Paulo tem um grande problema para resolver após o atacante Centurión ser acusado de violência doméstica e ameaças à ex-namorada Melisa Tozzi. A polêmica se soma a outras do atleta em Buenos Aires e, por causa disso, o Boca Juniors não deve comprar os direitos econômicos do atleta - ele está emprestado até 30 de junho.

A mudança de interesse do Boca atrapalha as pretensões do São Paulo, que via na negociação do atleta uma forma de fazer caixa. Para piorar, Centurión pode ser preso. Nesta sexta-feira, Diego Storto, advogado de Melisa, vai solicitar uma ordem de prisão e garante ter provas dos abusos, segundo informou o jornal Clarín.

A questão da violência de gênero é o tema social mais sensível na Argentina neste momento. Todos os meses, o movimento "Ni Una Menos" faz campanha contra o feminicídio e violência contra a mulher. Até por isso, o caso de Centurión ganhou enorme repercussão e a situação do atleta é bastante delicada.

Depois desse episódio contra Melisa, que o acusa de ter quebrado três dentes dela e a enforcado, o Boca mudou de postura e não quer mais comprar o atleta por cerca de 6,3 milhões de euros. O clube acha que é um investimento muito alto para um jogador que coleciona problemas.

Aos 24 anos, Centurión está na berlinda e terá de voltar ao São Paulo, que foi pego de surpresa por tudo que aconteceu nos últimos dias. No momento, nenhum dirigente do São Paulo vai se manifestar sobre o assunto. O clube informa que enquanto o jogador estiver no Boca, está sendo observado, acompanhado à distância e o clube brasileiro vinha se mostrando feliz com o desempenho do atleta em campo.

Em fevereiro de 2015, Centurión chegou ao São Paulo por cerca de 4,2 milhões de euros por 70% dos seus direitos econômicos em um contrato de quatro anos. Quem bancou a contratação foi Vinicius Pinotti, na época apenas torcedor do clube e que atualmente ocupa o cargo de executivo de futebol.

Sem conseguir uma boa sequência na equipe, Centurión foi emprestado para o Boca e viveu um bom momento dentro de campo, se tornando ídolo, mas colecionando problemas fora dele. Ele se envolveu em acidente de trânsito, foi acusado de confusões na noite, problemas com bebida, teve vídeo íntimo vazado e ainda apareceu em câmeras do sistema de segurança de um hotel fora de si e sendo contido por seus companheiros.

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