Sob protesto, Atlético-MG pega Sport

O presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-MG, Alexandre Kalil, acusou nesta terça-feira dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) - entre eles o presidente Ricardo Teixeira e o secretário-geral Marco Antônio Teixeira - e das federações mineira e pernambucana de futebol de fazerem parte de uma "quadrilha organizada". Kalil ficou revoltado ao saber que, supostamente a pedido do presidente da federação de Pernambuco, Carlos Alberto Oliveira, a CBF determinou, sem consulta ao clube de Minas, que o jogo de volta entre Atlético e Sport, quarta-feira à noite, em Belo Horizonte, pela Copa do Brasil, fosse transferido do estádio Independência para o Mineirão. ?É mais uma amostra da politicagem e safadeza da quadrilha organizada da rua Alfândega, da qual fazem parte o Ricardo Teixeira, o Marco Antônio Teixeira, o Carlos Alberto Oliveira e o Virgílio Elísio (diretor do departamento técnico da CBF)", disse o dirigente mineiro, referindo-se ao endereço da CBF, no Rio. Para Kalil, Oliveira conseguiu transferir o jogo para o Mineirão, o que beneficiaria sua equipe, já que a pressão da torcida é muito maior no Independência, como uma espécie de recompensa dos dirigentes da CBF, com os quais estava rompido até o ano passado. "Ele estava brigado com a CBF, agora fez as pazes e está recebendo algo em troca", afirmou. "E a Federação Mineira de Futebol assistiu a tudo sem fazer nada para reverter a situação. O Atlético está cansado, esgotado e apavorado com o que vem acontecendo no futebol brasileiro", acrescentou Kalil, lembrando que o grande temor é que "a quadrilha comece a agir também nas arbitragens", para prejudicar clubes que não compactuem com irregularidades cometidas pela CBF e por entidades estaduais. O Atlético-MG precisa vencer o Sport, nesta quarta-feira à noite, por 1 a 0 ou dois gols de diferença, caso os pernambucanos, que bateram o adversário por 2 a 1 no jogo de ida, marquem em Belo Horizonte. Só assim o time segue na Copa do Brasil e enfrenta o Internacional, nas oitavas-de-final da competição. O técnico Levir Culpi, que corre sério risco no emprego, se não vencer, deve armar um esquema com três zagueiros - Marcelo Djian, Edgar e Erlon, ex-Sport - e dois alas - Mancini e Bosco - atuando mais na intermediária. O único desfalque da equipe é Cleisson, contundido. Em compensação, o atacante Guilherme, que cumpriu suspensão na vitória por 1 a 0 sobre o Mamoré, no fim-de-semana, pela Copa Sul-Minas, estará de volta, formando a frente com Marques.

Agencia Estado,

12 Março 2002 | 18h40

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