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Copa 2014

'Somos considerados o rival do Brasil', diz Vicente Del Bosque

Agência Estado

08 Junho 2014 | 11h 06

Rivalidade é natural após a disputa da Copa das Confederações, analisa o técnico campeão do Mundial com a seleção espanhola

O técnico Vicente del Bosque não acredita que a convocação de Diego Costa para a seleção espanhola vai aumentar a animosidade com a torcida brasileira. O jogador nascido no Sergipe recusou convocação para atuar pelo Brasil, em novembro do ano passado, para poder disputar o Mundial pela Espanha e acabou sendo chamado pelo treinador espanhol, que entende que sua equipe é uma natural rival do país-sede.

"Na Copa das Confederações, o público já estava contra nós. Somos considerados o rival do Brasil, é uma reação normal da torcida. Haverá momentos de rivalidade que nos tornará menos queridos pelos brasileiros, mas, no geral, não creio que a presença de Diego Costa resultará em mais situações de agressividades contra nós", afirmou Del Bosque, em entrevista veiculada neste domingo pelo site alemão Die Welt, depois de a Espanha ter batido El Salvador por 2 a 0, em amistoso realizado em Washington, no último sábado, nos Estados Unidos.

Shaw Thew/EFE
Del Bosque acredita que Diego Costa não interfere na rivalidade

O treinador defendeu a escolha do jogador. "Ele decidiu se tornar espanhol e jogar conosco. Teve muitos méritos na última temporada com gols, sua vontade e entusiasmo. Um atleta com essas características não nos opomos em ter", disse o técnico espanhol, que não vê sua seleção como a maior candidata ao título.

"Não nos sentimos favoritos. Sentimos a responsabilidade de defender o título jogando um bom campeonato. Mas favoritos nós não somos tanto. Sabemos que só na Europa não há uma, duas ou três, mas muitas equipes capazes de ganhar o título", analisou.

Quanto às comparações do sistema de jogo do Barcelona com a Espanha, Del Bosque entende que isso se deve ao fato de ambas as equipes apostarem no jogo coletivo. "É natural por termos Xavi, Iniesta e Fàbregas. Podemos dizer que Messi é a Argentina, Cristiano Ronaldo é Portugal, Özil é a Alemanha, enquanto na Espanha nenhum jogador tem tanta importância", afirmou o técnico campeão do mundo com seu país em 2010.

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