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Copa 2014

Spray para cobrança de faltas na Copa foi cedido à Fifa de graça

Mike Collett - Reuters

07 Julho 2014 | 20h 21

O criador do produto, Heine Allemagne, disse que não estava pensando em retorno financeiro e sim em ajudar a melhorar os jogos

Uma das melhores histórias de sucesso da Copa do Mundo é a do “spray mágico” usado pelos árbitros para delimitar a distância de 9,15 metros entre a barreira e a bola nas cobranças de falta, mas o criador da invenção disse estar mais preocupado com o benefício ao jogo do que em ganhar milhões.

O mineiro Heine Allemagne, de 43 anos, que concedeu à Fifa o uso gratuito de sua invenção no Mundial, disse ser motivado mais pelo amor ao futebol e o desejo de ajudar os juízes a manter a disciplina em campo do que pela ambição em se tornar um milionário.

E sua invenção não poderia ser mais simples. O árbitro traça no gramado uma linha de espuma biodegradável, derivada de óleo vegetal, indicando onde os jogadores devem se posicionar durante a cobrança de uma falta, e a linha desaparece dentre um ou dois minutos.

“Eu não tinha ambição comercial, queria desenvolver o produto. Talvez vá haver algum retorno financeiro, mas isso pode vir depois, eu queria aperfeiçoar o produto para o futebol”, disse Allemagne.

MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO
Allemagne disse que Blatter estava cético no começo, mas depois percebeu que o produto resolveria um problema no futebol

“Eu queria ajudar os árbitros a manter a disciplina. O tempo que agora se leva para cobrar uma falta caiu de 48 segundo para cerca de 20 segundos. Há menos cartões amarelos e vermelhos e mais gols de falta, e os jogadores respeitam a linha”, acrescentou.

Embora as latas de spray ainda não estejam disponíveis em larga escala, Allemagne afirma que o preço de varejo ficará em torno de cinco dólares. A Fifa recebeu uma remessa de 320 latas para as 64 partidas do Mundial e Allemagne arcou ele mesmo com um custo presumido de 1.600 dólares.

Um dos aspectos mais intrigantes dessa história é o tempo que levou para um conceito tão simples se tornar aceito.

Embora a campeonatos nacionais tenham acolhido a invenção logo de início, o inventor disse que o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e o secretário-geral, Jérôme Valcke, precisaram de tempo para serem convencidos.

“Algumas pessoas, como eles, precisaram ser convencidas, Blatter estava cético no início, mas então se deu conta de que resolvia um problema do futebol”, disse Allemagne. “Mas eles mudaram de ideia.”

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