STJD decide e Figueirense joga Série A

A 2ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgou nesta terça-feira improcedente o pedido de impugnação do jogo entre Figueirense e Caxias, pela fase final da Série B do último Campeonato Brasileiro. A partida foi disputada em 22 de dezembro de 2001, em Florianópolis. A decisão não é definitiva e o Caxias deve recorrer ao STJD, que, no entanto, deve confirmar o resultado da primeira instância e promover o Figueirense à Série A do Brasileiro de 2002. Os advogados do Caxias, Daniel Souza e Marco Aurélio Pachá, apresentaram gravações e uma fita de vídeo tentando provar que não havia condições de a partida ser reiniciada - ela foi interrompida aos 46 minutos do segundo tempo, quando o Figueirense vencia por 1 a 0 e garantia assim a classificação. As testemunhas do Caxias alegaram que o campo só foi esvaziado muito tempo depois da invasão da torcida catarinense e que o árbitro Alfredo dos Santos Loebeling teria dito, na oportunidade, que não havia condições de reiniciar o jogo - ainda faltavam dois minutos para o encerramento. Já o advogado do Figueirense, Mário Alberto Pucheau, exibiu um vídeo no auditório do Tribunal mostrando que o campo estava vazio cerca de 12 minutos após a invasão e que os jogadores ficaram uniformizados na entrada dos vestiários. O comandante do policiamento do jogo, Áureo Sandro Cardoso, presente ao julgamento, disse ter sido informado pela imprensa, e não pelo árbitro, que a partida estava cancelada. Ele garantiu que havia policiais suficientes para garantir o reinício da partida. Após os depoimentos, o presidente da comissão e relator do processo, Sérgio Resende, deu início à votação e o Figueirense venceu por três a um. Com isso, o resultado da partida, 1 a 0 para a equipe catarinense, está mantido, e o time deverá mesmo ascender à Série A do Campeonato Brasileiro. Mário Alberto Pucheau disse que o resultado foi justo e que os direitos do clube serão defendidos caso haja recurso do Caxias. "A vitória continuará nos tribunais e voltaremos para a Primeira Divisão do futebol brasileiro", disse o advogado. Marco Aurélio Pachá se mostrou indignado com o resultado. "A partir de agora está aberto um precedente. Qualquer torcida irá se achar no direito de invadir o campo para comemorar a vitória", afirmou o advogado, que vai recorrer da decisão.

Agencia Estado,

19 Março 2002 | 20h13

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.